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Camilo Mones, de Pepsico: "Os trabalhadores brasileiros podem derrotar a reforma trabalhista"

Camilo Mones, delegado da comissão interna da fábrica Pepsico Snacks, na Argentina, envia uma mensagem para os trabalhadores brasileiros: "Imaginem o que podem fazer milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros para poder impor ao governo a derrota dessa reforma trabalhista e impor os direitos de todos os trabalhadores"

terça-feira 25 de julho| Edição do dia

Camilo Mones, delegado da comissão interna da fábrica Pepsico Snacks, na Argentina, envia uma mensagem para os trabalhadores brasileiros: "Imaginem o que podem fazer milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros para poder impor ao governo a derrota dessa reforma trabalhista e impor os direitos de todos os trabalhadores"

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Sou delegado da comissão interna dos trabalhadores da Pepsico, da fábrica de Florida, estamos há mais de um mês dando uma luta muito forte e dura pela recuperação de nossos postos de trabalho, fizemos acampamentos na porta da fábrica, ocupamos a fábrica, suportamos a repressão feroz, realizamos uma passeata enorme de 20 mil pessoas em apoio a nossa luta e contra a repressão, conseguimos unir vários setores sindicais de todo o país, agrupações, correntes sindicais, políticas e de direitos humanos, estamos agora na tenda operária que colocamos em frente ao Congresso Nacional, para estar no centro da cena política nacional, já que este é um ano eleitoral na Argentina.

Lutamos muito fortemente e demonstramos vontade, e que se um grupo de trabalhadores, ainda que seja pequeno, se enfrenta contra o ajuste desse governo neoliberal de Macri é possível deter estes planos. De fato aqui a reforma trabalhista, que estava sendo discutida pela patronal, pelos grupos empresariais mais poderosos e o governo para que fosse imposta aos trabalhadores, teve de ser adiada, porque a luta dos trabalhadores da Pepsico não somente foi exemplar mas também muito dura, em que suportamos um despejo brutal e agora toda a pressão está no próprio governo, na patronal e na burocracia do sindicato da Alimentação que nos traiu – dirigida por Rodolfo Daer – enquanto seguimos em pé de luta.

Se, como dissemos, um grupo de trabalhadores e trabalhadoras, decide resistir, tem vontade, tem firmeza, está organizado e luta por seus direitos e o próprio governo tem de reconhecer que freou o anúncio da reforma trabalhista, imaginem o que podem fazer milhões de trabalhadores nas ruas, por exemplo aí no Brasil – onde o Congresso votou a reforma trabalhista, e um governo que tem baixíssima popularidade quer levá-la adiante – dizíamos, imaginem o que podem fazer milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros para poder impor ao governo a derrota dessa reforma trabalhista e impor os direitos de todos os trabalhadores ai do Brasil.
Nós aqui dizemos sempre o mesmo, se a CGT convocasse uma paralisação e mobilização nacional em todo o país seria gigantesca, inclusive o governo teria de retroceder, porque o governo se encontra debilitado. O mesmo aconteceria no Brasil: se houvesse paralisações e greve geral com piquetes em todo o país, como parte de um plano de luta, o governo Temer teria de retroceder com a reforma trabalhista.

Essa é nossa mensagem, obrigado pela solidariedade, forte saudação a todos nossos irmãos e irmãs de classe no Brasil.

Veja aqui: Façamos uma grande campanha no Brasil em apoio à luta de Pepsico na Argentina

No Brasil estamos lançando uma forte campanha em solidariedade à luta dos trabalhadores da Pepsico na Argentina, contra as 600 demissões que a multinacional ianque quer impor aos trabalhadores. Abaixo, Guilherme Boulos, do MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto e da Frente Povo Sem Medo em apoio à luta dos trabalhadores argentinos da Pepsico.




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