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Câmara quer retomar o SAMPAPREV, SINPEEM e os sindicatos precisam organizar já a luta em comitês regionais de base

O SAMPAPREV que foi barrado em março deste ano pelos trabalhadores da educação e pelo funcionalismo municipal numa forte greve agora pode ser colocado em votação na Câmara dos Vereadores, seguindo o movimento nacional da burguesia de aprova a Reforma da Previdência em todo o país. As direções dos sindicatos do funcionalismo municipal precisam organizar imediatamente os trabalhadores contra esse ataque!

quarta-feira 7 de novembro| Edição do dia

Em março desse ano, o funcionalismo municipal, em especial os professores e trabalhadores da educação protagonizaram uma importante greve que botou mais de 100.000 nas ruas, paralisou quase 100% das escolas do município e segurou a votação do principal ataque dos golpistas, a Reforma da Previdência municipal ou SAMPAPREV do ex-prefeito João Dória do PSDB.
No dia em que foi retirado de votação o projeto, pela pressão do funcionalismo e da população, expressa nessa greve história, fixou-se o prazo de 120 dias para que se criasse uma Comissão de estudos para analisar o PL 621/2016. Acontece que essa Comissão de estudo não foi criada em nenhum momento e os 120 já se passaram, logo, o SAMPAPREV pode ser votado a qualquer momento, inclusive não seria de se estranhar que não haja Comissão alguma, inclusive porque depois da eleição de Jair Bolsonaro do PSL para presidência, em todo país é possível observar um movimento da burguesia e dos governos para impor ainda esse ano a Reforma da Previdência a nível nacional e aqui no munícipio de São Paulo não haveria de ser diferente, querem jogar a contas da crise nas nossas costas, nos fazendo pagar enquanto arrancar nosso direito a aposentadoria.

Toninho Vespoli, vereador do PSOL, disse em vídeo que existia uma possibilidade de que se votasse uma Comissão de estudo entre hoje e amanhã e em 30 dias o projeto seria colocado em votação e que o Prefeito Bruno Covas, do PSDB, sucessor de Dória, alarma já ter os 28 votos necessários para aprovação. Assim com ele vários vereadores, inclusive o próprio Claudio Fonseca, vereador do PPS e presidente do SINPEEM seguem expressando distintas visões em relação ao que pode acontecer. Acontece que independente de qualquer prazo, com o resultado das eleições e o fortalecimento da extrema-direita, não podemos esperar para nos organizar frente aos ataques pois certamente estão encorajados e virão para cima dos nossos direitos, exatamente por isso, exigimos que o SINPEEM e todos os demais Sindicatos do funcionalismo municipal, assim como as centrais sindicais que os dirigem, a CUT e a CTB, organizem imediatamente a luta contra o SAMPAPREV e qualquer ataque a previdência dos trabalhadores, assim como a luta os ataques que virão a nível nacional e contra o Escola sem Partido, através da criação imediata de comitês regionais de base para garantir que os trabalhadores das distintas categorias possam se organizar com seus métodos, como fizeram em março desse ano, ao invés das direções seguirem com os debates e decisões somente nas cúpulas deixando de fora a base dos trabalhadores, o que em última instância só serve para desarmar qualquer resposta efetiva contra os ataques.

Nós do Movimento Nossa Classe Educação, desde o fim da greve viemos levantando a urgência de que se tivesse um plano de lutas claro para o momento em que retornasse a ata possibilidade de votar esse ataque, isso não foi feito, inclusive não houve desde o fim da greve uma única assembleia da categoria que pautasse essa questão. Agora que está colocado que tentarão nos arrancar esse direito e todos os outros, mais do que nunca precisamos tomar em nossas mãos os rumos da luta que precisa tomar as ruas, passando por cima da imobilização das direções que possam nos fazer acreditar que a derrota do PT nas eleições significa a derrota da classe trabalhadora, pois em todo o país o movimento dos governos e dos patrões será o de arrancar o couro da nossa classe se apoiando na vitória de Bolsonaro, por isso não há tempo a perder.




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