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Câmara do Rio gastou 2 milhões para arrumar placar digital e votar IPTU de Crivella

terça-feira 12 de setembro| Edição do dia

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro contratou a empresa Exito’s C. G. Comércio e Serviços LTDA, para operar o placar digital do palácio Pedro Ernesto. O contrato custará R$ 2 milhões aos cofres públicos. O contrato iniciou em março e expira neste sábado.

Não ocorreu licitação para escolha da empresa, o Palácio afirma que o contrato é emergencial. A lei de licitações públicas, porém, não permite nenhum tipo de contrato "emergencial" sem licitação (lei que, aliás, é cobrada nas provas dos concursos públicos).

A única possibilidade de contratação sem licitação seria a comprovação de que o serviço seria muito especializado, e, por isso, deveria ser contratada uma empresa especialista. O jornal O Dia, porém, apurou que a "Exitos" tem como atividade principal o "comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios".

O placar havia parado de funcionar durante as últimas votações do decreto de aumento do IPTU de Crivella. A contratação de pessoal especializado para operar o placar, incluindo cobrança chegando ao absurdo de cobrar R$ 2 milhões no total, mostra que a crise de Crivella é bastante seletiva, existindo só na hora de barrar o concurso de professores, ou na hora da prefeitura dar isenções fiscais aos empresários de ônibus.




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