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CONSU desta terça pode aprovar graves ataques contra trabalhadores e estudantes

Não à toa está sendo chamado por estudantes como "CONSU do fim do mundo": a pauta deste Conselho Universitário desmascara o discurso de "defesa da universidade pública" pela reitoria diante do bolsonarismo. Além de se recusar a pautar o plano de demissão das 330 famílias pela Funcamp e a demissão política de Sidney Silva, como se nada tivesse a ver com a Unicamp, pode votar um avanço privatista com Inove-se e pós-graduação latu sensu paga.

segunda-feira 25 de novembro de 2019| Edição do dia

Nesta terça-feira (26), o Conselho Universitário da Unicamp, tendo como minoria estudantes e trabalhadores que são a maioria da universidade, pode aprovar uma série de ataques contra os estudantes e trabalhadores, avançando com um projeto que abre espaço à privatização na universidade. Isso se dará em meio ao fim de semestre, na surdina, sem nenhum amplo debate com a comunidade universitária.

A pauta de conjunto escancara a hipocrisia do discurso de "defesa da universidade pública" por parte da reitoria Knóbel, que chamou a Assembleia Universitária e reuniu milhares dispostos a enfrentar os planos de Bolsonaro, Weintraub e Dória. Mas na prática não apenas essa assembleia resultou na demissão de Sidney Silva por falar, como agora Knóbel e o CONSU se recusam a pautar a situação das 330 famílias que cotidianamente garantem o funcionamento da universidade, prestes a serem lançadas ao desemprego no Brasil de Bolsonaro. É possível defender a universidade pública demitindo 330 famílias e abrindo espaço à privatização na Unicamp?

Não é à toa que o relatório da CPI da direita, a serviço de atacar as universidades estaduais, indique mais terceirização e pagamento de mensalidade. A terceirização serve para dividir os trabalhadores. Frente a ela, a reitoria agora fecha seus olhos e diz que essas 330 famílias são problema da Funcamp, Fundação privada cujo Conselho diretor é diretamente ligado à burocracia universitária da Unicamp.

Além disso, após ter aprovado os fundos patrimoniais que sinalizam às grandes empresas que a Unicamp é "parceira" e quer financiamento privado, agora o Inove-se, análogo em vários pontos ao "Future-se", será pautado como "projeto de inovação". Abre espaço para que empresas privadas usem recursos humanos e de infraestrutura para seus projetos.

Junto a isso, entrará no expediente para ser votado em março o pagamento de mensalidade na pós latu sensu. Por fim, ainda pautará a situação das bibliotecas que, frente à precarização do trabalho na Unicamp, tem em bibliotecas como a do Instituto de Artes o risco de fechar.

É por isso que nós do Esquerda Diário e da juventude Faísca chamamos todas e todos ao ato amanhã, às 9h, em frente ao CONSU! Defender a universidade pública contra os ataques da extrema direita deve significar defender uma universidade a serviço da classe trabalhadora e da população, e não das empresas.

Evento do ato: https://facebook.com/events/777442282759989/?ti=cl




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