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Chile: Sindicato de Estivadores Portuários chamam a organizar greve geral

Os trabalhadores do Sindicato de Estivadores Portuários de Valparaíso difundiram um comunicado onde expressam seu total repúdio à medida de Estado de Emergência decretado por Piñera, e o apoio às massivas manifestações sociais da população. A União Portuária determinará através de votações se será convocada uma paralisação nacional.

sábado 19 de outubro| Edição do dia

Esta sexta-feira, dia 18 de outubro, ficou para a história. Não somente pelas massivas manifestações sociais por parte da população, e realizadas em diferentes lugares de Santiago, mas também pela insólita medida de Estado de Emergência estabelecida por Piñera, algo que não se via desde a ditadura, salvo casos de catástrofes naturais.
O governo de Piñera vem implementando uma brutal linha repressiva contra a população, que está cansada dos abusos, da precariedade da vida, da violência policial e de um governo intransigente que não escuta as demandas e as necessidades das grandes maiorias.

Frente a isso a resposta segue sendo um amplo apoio, na região Metropolitana, e também em diversas cidades do país que já anunciaram manifestações de solidariedade.

Neste mesmo sentido, os trabalhadores do Sindicato de Estivadores Portuários de Valparaíso difundiram um comunicado onde expressam seu total repúdio à medida de Estado de Emergência decretado por Piñera, manifestam o apoio às massivas manifestações sociais da população, e fazem um chamado a organizar uma greve geral. A União Portuária, por sua vez, determinará se convoca uma paralisação nacional em todos os portos por todo o país, uma decisão que será tomada por meio de votações.

Abaixo reproduzimos tradução de seu comunicado completo:

COMO SINDICATO DE ESTIVADORES PORTUÁRIOS DE VALPARAÍSO ADERIMOS A ESTA DECLARAÇÃO DA UPCH FRENTE ÀS MOBILIZAÇÕES SOCIAIS EM SANTIAGO

Os trabalhadores portuários observamos com atenção e apoiamos a indignação social que hoje se expressa com força e convicção nas ruas de Santiago.

Ainda que hoje o epicentro das manifestações seja o aumento do valor da passagem do metrô na capital, não podemos deixar de destacar que esta raiva acumulada hoje se expressa pelo rechaço às intermináveis justiças sociais, econômicas e trabalhistas que afligem o povo trabalhador e esforçado.

Com a insolência de querer seguir financiando aqueles que lucram com o transporte público, o governo oculta sua responsabilidade política, recorrendo a uma repressão policial digna de tempos tenebrosos da história do nosso país.

Consideramos que a reflexão de fundo é o modelo econômico e de desenvolvimento que tem a classe dos trabalhadores com salários e aposentadorias de miséria, adoecendo em seus trabalhos, deslocando-se nos centros urbanos por preços exorbitantes e com escassa e deficiente cobertura de previdência social.

Ainda assim, Santiago não é o Chile e hoje as regiões tem que lidar com a subida dos preços da luz, dos combustíveis, a escassez e a baixa qualidade da água. Queremos que a classe política entenda que todos somos Chile e que a solução para estas injustiças requer a transformação do modelo como um todo.

Finalmente, condenamos enérgicamente que o governo tenha aplicado a Lei de Segurança Interior do Estado. A repressão apenas obrigará o povo a se defender e estamos aqui para apoiá-los.

Fazemos o chamado para estar alerta e preparar o caminho para que Chile, de uma vez por todas, todos os trabalhadores chilenos nos levantemos e organizemos uma grande GREVE GERAL, que façam tremer os donos do Chile.

Não existem grandes conquistas, e sim uma grande luta

UNIÃO PORTUÁRIA DO CHILE
SINDICATO DE ESTIVADORES PORTUÁRIOS DE VALPARAÍSO

Matéria Publicada no La Izquierda Diário Chile




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