Juventude

CRISE NO RIO

CAP-UERJ sem aula por 8 meses e Pezão ainda não paga salários

Na manha desta sexta feira 3/3 alguns pais e estudantes se reuniram no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira da UERJ (CAP-UERJ) na rua Santa Alexandrina no bairro do Rio Comprido para declarar à imprensa a grave situação do CAP. O instituto esteve com as aulas paradas por mais de 6 meses em 2016 e agora em 2017 ja tem 2 meses em que a situação salarial dos funcionários, técnicos, professores e trabalhadores terceirizados do CAP não se normaliza.

Juan Pablo Díaz Vio

RIO DE JANEIRO

sexta-feira 3 de março| Edição do dia

O Esquerda Diário conversou com alguns dos pais presentes no Instituto. Maria Tofano afirmou que "o CAP é uma escola de educação básica, aqui nós temos crianças de ensino fundamental, de ensino médio, nós não podemos simplesmente fechar as portas do CAP. O CAP é uma escola de educação básica e educação básica é um direito constitucional."

Maria também se referiu às possíveis saídas que estão sendo providenciadas: "A gente escuta muito falar de acordos, de conversas, existe uma ação do ministério público movida pelos pais, existem alguns pais entrando com mandato de segurança que alguns nao concordam, mas existem. Os pais estão desesperados, Entrando com ações particulares, existem pais retirando seus filhos da escola. Abrindo mão do seu concurso mesmo, reprovando seus filhos, perdendo o ano. A situação do CAP hoje é muito complicada."

Sobre a greve Maria entende a "posição de todos os docentes e tecnicos que estão vivendo sem salário. Eu cobro aqui ao Pezão ao nosso governo, ao nosso governo federal que entenda, o CAP UERJ é educação básica. Nós precisamos de aula, não podemos ficar sem aula. Vivemos uma greve de 6 meses o ano passado, e se prolonga agora por mais de 2 meses a greve em 2017. Um total de 8 meses de greve."

Gilberto Gomes pai de um dos estudantes do CAP-UERJ relatou para o Esquerda Diário que "mais de 4 vezes foi remarcado o inicio das aulas e nada. No Brasil existe uma lei que diz o seguinte. Lei da criança e do adolescente. Se você não botar seu filho na escola você pode ser preso. Eles não estão cumprindo essa lei. Tem que ter dinheiro para que isso passe a funcionar. Pague os professores, pague a limpeza, a segurança e bote a escola para funcionar, porque se eu não botar meu filho na escola vou preso. O estado tem que cumprir a lei! O Reitor tem que cumprir a lei! Não está sendo cumprida a lei. Se eu não cumprir eu vou preso. Como é que é isso? A lei não vale para todos?"

É preciso que os professores, técnicos e trabalhadores terceirizados assim como os estudantes e os pais do CAP discutam amplamente em assembleias de base, convocando todos q hoje sofrem com a crise do estado, os próximos passos para dar uma saída de fundo para a profunda crise, não só do CAP e da UERJ, mas do conjunto da educação do estado do Rio. Uma discussão viva dentro da UERJ que sirva como exemplo para formar uma unidade desde a base nos locais de trabalho, do conjunto dos estudantes e trabalhadores no Rio, não só do estado,mas também trabalhadores do município e do governo federal, pois os ataques afetam o conjunto da classe trabalhadora e temos que enfrentar uma aliança de Temer, Pezão e Crivella para fazer com que os trabalhadores não paguem pela crise




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