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DESEMPREGO

Burocracia do governo barra acesso ao seguro desemprego e aumenta o lucro dos bancos

sexta-feira 16 de junho| Edição do dia

Os gastos com seguro desemprego se mantiveram iguais até 2016, mesmo com a quantidade de desempregados tendo sido dobrada. O motivo? Leis restritivas e burocracia que impedem que o trabalhador tenha acesso aos seus direitos. Logo antes de assumir o segundo mandato em 2014, Dilma criou regras mais restritivas para solicitar o seguro desemprego, que seguem valendo até hoje.

Em 2014, foram gastos R$ 34,4 bilhões em seguro desemprego, o equivalente hoje à R$ 39,9 bilhões com a correção monetária. Já em 2016 foram gastos R$ 35,8 bilhões, devido às estas regras restritivas. A taxa de desemprego calculada pelo IBGE, no mesmo período, era de 7% e hoje em 2017 atinge 13,6%, praticamente o dobro, chegando ao recorde de cerca de 14 milhões de desempregados no primeiro trimestre deste ano.

Já os gastos do governo federal com a dívida pública, de 2014 para cá, aumentaram na casa do trilhão: R$ de 2,29 trilhões pagos aos banqueiros em 2014, à R$ 3,24 trilhões neste primeiro trimestre. Tudo para garantir o lucro dos banqueiros e especuladores nesta verdadeira fraude que é a dívida pública.

Dinheiro é o que não falta, mas os políticos comprados pelos capitalistas transferem toda esta riqueza para os banqueiros, para beneficiar capitalistas corruptos como Joesley Batista que depois de desfrutar da corrupção estão livres para passear em Nova Iorque, ou empreiteiras como a Odebrecht e muitos outros que nem são investigados, sob pena de ser revelado cada vez mais que o estado não passa de um balcão de negócios dos capitalistas.




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