Internacional

INTERNACIONAL

Brutal repressão a marcha operária na Venezuela

Tal como se tinha previsto nesta terça-feira, 20, na zona industrial de Valência se realizou a marcha de trabalhadores que começava na ponta Firestone em direção ao governo. Trabalhadores da Ford, Firestone e Pirelli, entre outras multinacionais, foram brutalmente reprimidos pelo governo Maduro.

quinta-feira 22 de fevereiro| Edição do dia

Frente a catastrófica crise se passa na Venezuela, trabalhadores de mais de 60 empresas do setor privado da zona industrial de Valência e inclusive instituições públicas, juntaram forças para realizar uma grande mobilização de centenas de trabalhadores que tomou desde o distribuidor Firestone até o distribuidor San Blas. Na qual participaram operários da Ford, Firestone, Pirelli, Barrio Adentro, etc.


foto de @AereoMeteo

A manifestação estava organizada de forma pacífica, incluía aqueles que acompanhavam e que defendiam a permissão do livre trânsito dos veículos, evitando fechar a Autopista Regional do Centro. As principais exigências foram a reativação do aparato produtivo, nas primeiras horas durante declarações à imprensa, Luís Alberto Alvarez, secretário do sindicato da Pirelli na Venezuela, disse “os trabalhadores através das mobilizações expressam seu descontentamento”. Frente a situação nacional, coloca que há uma lei de preços justos, mas não existe uma lei de salário justo.

A marcha começou às 9 da manhã e foram atacados brutalmente no distribuidor San Blas sob um operativo onde interviram a polícia estatal, a PNB, o SEBIN, a GNB e o CICPC. Com uma força desmedida o esquadrão repressor avançou com bombas lacrimogêneas e golpearam e perseguiram em especial aos setores dirigentes. Jonathan Lugo, secretario de finanças da Ford Motors da Venezuela informou que havia mais de 60 detidos que foram transferidos em direção ao Comando Geral da Polícia de Carabobo, localizada na Navas Espínola. Assinalou que havia várias pessoas feridas, entre elas um trabalhador da Firestone, por um impacto de gás lacrimogêneo em seu rosto.

Parte das denúncias que viemos fazendo desde o La Izquierda Diario é refletir como o Estado vem tomando medidas de perseguição aos trabalhadores. Esta vez o confirma a repressão à vanguarda da mobilização, entre esses se encontra Pedro González, presidente do sindicato nacional dos trabalhadores e trabalhadoras de Bairro Adentro.

Isto é uma mostra a mais que vem pondo-se na cena um sujeito social muito importante como é a classe operária, tanto do setor público como do privado, lutas que incluem setores como Lácteos Los Andes, os petroleiros, os trabalhadores do Metro de Caracas, os da saúde do Distrito Capital, etc. Em todos os casos há uma resposta repressiva por parte do Estado, por essa razão é necessário juntar forças todas as correntes de trabalhadores, sindicatos, organizações, juventude e estudantes operários, organizações de esquerda, para resistir aos ataques.

Desde a Liga de Trabalhadores pelo Socialismo (LTS),a agrupação juvenil Barricada, e a organização de mulheres Pan y Rosas, rechaçamos toda essa política de amedrontamento e repressão que, sob um estado de exceção permanente, violenta direitos democráticos elementares, judiciária as lutas, criminaliza os protestos, usa os corpos repressivos para perseguir os trabalhadores que dizem a verdade sobre o estado dos serviços públicos e as empresas, que lutam pelos seus direitos.




Tópicos relacionados

Nicolás Maduro   /    Internacional

Comentários

Comentar