Sociedade

Brasil é líder no ranking de assassinatos de ambientalistas

sexta-feira 14 de julho| Edição do dia

Segundo levantamento divulgado pela organização não governamental Global Witness, o Brasil está no topo dos países onde ativistas ambientalistas e de movimentos sociais mais foram mortos em 2016. Segundo os dados, 200 ativistas foram assassinados em todo o mundo, sendo 49 deles só no Brasil.

No entanto, como é comum nos conflitos do campo brasileiro, muitos assassinatos não são relatados ou investigados, sendo provável que os números verdadeiros sejam muito mais alto que os apresentando.

Somente essa semana proprietários da fazenda promoveram a chacina de 10 trabalhadores, no Pará, pagando policiais civis para protegerem as suas terras, segundo denunciaram testemunhas nas redes sociais testemunha.

De acordo com o relatório, a principal causa de morte dos ativistas foi o envolvimento em conflitos contra a atividade de mineração, agronegócio e extração de madeireira. Os empresários da mineração e petróleo são os mais assassinos, com 33 ativistas mortos depois de se oporem a projetos desses ramos.

Além de assassinatos o relatório ainda apresenta uma gama de recurso que são utilizados pelos empresários para intimidar os ativistas, como ameaças de morte,
prisão, violência e assédio sexual. Das vítimas assassinadas em todo o mundo, 40% são indígenas e 60% são só dos países da América Latina.




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