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Brasil bate recorde de exportação de petróleo, enquanto isso acabam com sua aposentadoria

terça-feira 14 de março| Edição do dia

O Brasil exportou cerca de 1,63 milhão de barris por dia (b/d) de petróleo em fevereiro de 2017, estabelecendo um novo recorde pelo segundo mês consecutivo, informou nesta manhã a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em relatório.

As exportações de petróleo do país continuaram a registrar fortes ganhos desde o início do ano. As exportações médias de 2016 ficaram pouco abaixo de 840 mil barris por dia e terminou o ano com uma contração de 29% em relação a 2015. No primeiro mês de 2017, as exportações subiram para 1,32 milhão b/d e continuaram a subir fevereiro.

Segundo a Opep, duas empresas estatais chinesas teriam comprado 5 milhões de barris ou mais de petróleo bruto brasileiro em março. A Petrobras pegou empréstimo com empresas chinesas e em troca ofereceu petróleo como pagamento.

O aumento das exportações acontece em meio a um avanço do entreguismo na Petrobras, com o presidente da empresa garantindo a entrega de campos do pré-sal para a francesa Total.

No início de março, a Total e a Petrobras assinaram o acordo final de venda de US$ 2,25 bilhões em ativos, incluindo participações em áreas de concessão offshore.

O foco em exportação de petróleo cru e não na produção de derivados não foi uma inovação dos golpistas, apesar da propaganda o governo Lula e Dilma concentraram quase 80% dos investimentos da empresa na produção de óleo cru e não em novas tecnologias e no refino e começaram as "parcerias" privadas, até mesmo no pré-sal.

O resultado é que a riqueza do país escoa, barata e faltam recursos à saúde, educação e dia-a-dia oferecem novas áreas para exploração de empresas estrangeiras.

O recorde de produção e exportação nacional mostram, mais uma vez como não faltam recursos para atender às demandas da população, falta é arrancar das mãos das gigantes estrangeiras, dos entreguistas e do uso corrupto da gigante petroleira brasileira. Por isso o Esquerda Diário, e a organização que o impulsiona, o MRT, defendem que a Petrobrás seja 100% estatal e seja administrada democraticamente pelos trabalhadores, tirando das mãos dos gerentes de Wall Street ou da Lava Jato o controle da empresa e para que possa servir aos trabalhadores do país.

Com informações da Agência Estado




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