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DEMISSÕES

Bradesco quer demissões voluntárias para garantir e aumentar seus lucros

O gigante Bradesco, que lucrou R$ 4,648 bilhões no primeiro trimestre de 2017, anunciou um plano de demissão voluntária para seus funcionários. Como são os bancos que mais lucram com a crise, a alegação é sobre o lançamento de uma plataforma digital que cumpre serviços antes desempenhados por funcionários.

quinta-feira 13 de julho| Edição do dia

O banco Bradesco possui 106.644 funcionários, segundo os dados do próprio banco a folha de pagamento custa R$ 4,244 bilhões. No total são 5.314 agências segundo dados de dezembro de 2016. Pode parecer muitas despesas se o lucro líquido do banco não tivesse sido o de R$ 4,648 bilhões no primeiro trimestre de 2017. Além de ter comprado o HSBC por 16 bilhões em 2015.

Lucro líquido é tudo o que sobra para os acionistas, ou seja, neste cálculo despesa com o pagamento e toda a infraestrutura já foi paga. É tudo que vai para o bolso dos capitalistas. Repetindo, R$ 4,244 bilhões de reais. O aumento em relação ao ano passado, no mesmo período, foi de 13%. Segundo o banco esse aumento foi possível devido a cortes administrativos e de pessoal.

O banco já admitiu que estava demitindo e agora criou mais um meio de deixar os trabalhadores sem emprego. Para os trabalhadores, receber uma rescisão de contrato não garante em nada que conseguirão novos empregos. Segundo o banco não haverá redução na qualidade no atendimento.

Tratamos sobre essa tendência do capitalismo em reduzir as relações humanas em mera transação comercial em artigo “Uberização e exploração, a verdadeira cara do capitalismo “colaborativo” http://www.esquerdadiario.com.br/Uberizacao-e-exploracao-a-verdadeira-cara-do-capitalismo-colaborativo .Essa maneira de lidar com as relações via digital é na verdade mais uma via de precarizar o trabalho, pois os trabalhadores perdem os seus direitos e como se vê agora de demitir uma grande massa de trabalhadores.

Como visto, crise não é o problema para os banqueiros, que a cada dia lucram mais. A inflação cresce e o poder de compra da classe trabalhadora diminui fazendo com que falte itens básicos em suas casas, enquanto os bancos crescem e reduzem as relações humanas prejudicando a classe trabalhadora. Os trabalhadores dos bancos precisam ficar atentos a essas demissões e não se enganarem com o que parece bom, mas não é porque além do Plano de Demissão Voluntária, a tendência são mais e mais planos, para reduzir pessoal, até que se chega as demissões concretas.




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