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Bolsonaro quer reduzir impostos dos Bancos enquanto deixa trabalhadores ’mofando’ na fila do Auxílio

quinta-feira 23 de julho| Edição do dia

Fila no calçadão de Bangu de pessoas à espera do Auxílio Emergencial — Foto: TV Globo

A Caixa Econômica Federal já registra o segundo dia seguido em agências do Rio com enormes filas após o bloqueio de contas para receber o auxílio emergencial.O argumento para a retenção do auxílio é uma "suspeita de fraudes". Pedro Guimarães, presidente da Caixa, declarou que os trabalhadores que tiveram suas contas suspensas devem comparecer a uma agência seguindo o calendário de pagamento, que se baseia na data de nascimento do beneficiário, se quiserem desbloquear suas contas.

Tudo isso ocorre enquanto Paulo Guedes auxilia os bancos, em nome de Bolsonaro, propondo uma redução radical dos impostos pagos por estas instituições financeiras com sua Reforma tributária.

Porém, ainda há muitas dúvidas quanto ao modo de proceder, e muitos trabalhadores enfrentam as filas para receber seu auxílio emergencial o quanto antes. As confusões ocorrem também quanto ao sistema de avaliação da Caixa, que por vezes leva vários dias para liberar o auxílio.Além disso, antes mesmo das suspeitas de fraudes já havia pagamentos atrasados. (inserir aqui link pra notícia de atraso nos pagamentos).

Todas essas complicações para o recebimento do auxílio de 600 reais, que na proposta inicial do governo seria de apenas 200 reais, ocorre em meio ao cenário de um aumento do desemprego para 26% nos últimos dois meses. Somente na última semana 1,5 milhões de postos de trabalho foram fechados. Apesar dessa situação em que se encontram inúmeros trabalhadores, no início da pandemia o governo destinou 1,2 trilhões aos bancos para salvar os lucros dos capitalistas.

Os capitalistas pressionam cada vez mais pela reabertura do comércio, sob a chantagem de que se isso não acontecer terão que demitir. A solução desse problema não virá com essa reabertura, que aumentará os níveis de infecção da classe trabalhadora. Classe trabalhadora essa, inclusive, que não teve condições nem mesmo de cumprir a quarentena de forma adequada, pois ocupa os postos de trabalho mais precários, como os entregadores, ou postos essenciais, como os trabalhadores da saúde, que vem trabalhando com falta de EPIs. A solução virá, na verdade, com a organização dessa mesma classe com o objetivo de fazer com que os capitalistas paguem por essa crise. Para combater o desemprego que coloca o trabalhador em extensas filas para receber apenas 600 reais é necessário um programa que reivindique a redução das jornadas de trabalho para dividir o trabalho disponível entre todos os trabalhadores sem redução de salários e um auxílio emergencial de no mínimo 2 mil reais.

Leia mais: Entre a pandemia, o desemprego e os ataques: lutar para que os capitalistas paguem pela crise




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