Educação

ESCOLA AMORDAÇADA

Bolsonaro quer ministro da Educação que acabe com o senso critico dentro das escolas

terça-feira 9 de outubro| Edição do dia

O candidato reacionário do PSL a presidente nas eleições 2018, Bolsonaro, disse que busca um nome que tenha ’’autoridade’’ para comandar o Ministério da Educação, caso seja eleito na disputa do segundo turno contra Fernando Haddad. Nas suas palavras ’’Estou procurando alguém para ser ministro da Educação que tenha autoridade. Que expulse a filosofia de Paulo Freire. Que mude os currículos escolares’’. Ele ainda emendou: ’’Para aprender química, matemática, português e não sexo’’.

A intenção por trás destas falas de Jair Bolsonaro é tirar qualquer conteúdo critico dentro da sala de aula, relegando aos jovens a não pensarem sobre a realidade que vivem. Faz isso porque a sua intenção é que estes jovens se transformem em mão de obra barata e precária para os grandes capitalistas, ou seja, que a juventude não tenha direito a ter um futuro digno.
Além disso, teme que a juventude não questione as suas medidas que vão ser implementadas, caso seja eleito, e que numa possível luta contra os ataques, não seja linha de frente contra elas.

Por isso, essas inúmeras criticas, sem fundamentos, ao teórico Paulo Freire, mas também a aproximação a projetos como o Escola Sem Partido que visam acabar com qualquer discussão politica a cerca da realidade que a juventude vive.

Não podemos esquecer que o discurso de que "estão ensinando sexo dentro da sala de aula" não condiz com a realidade. Não ensinam sexo dentro da sala de aula, mas é preciso, sim, ensinar aos jovens educação sexual, quebrando todo tabu que existe sobre o tema que Jair Bolsonaro pretende alimentar caso seja eleito. Além disso, o discurso de que estão ensinando sexo dentro das escolas serve para poder criminalizar qualquer discussão de gênero dentro do ambiente escolar




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