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“Bolsonaro quer atacar salário de professores, mostrando desprezo pela educação”, diz Pablito

Bolsonaro quer desvincular reajuste salarial de professores do Fundeb, o que significa, na prática, acabar com o aumento real de seus salários. Marcello Pablito, da bancada revolucionária de trabalhadores do MRT, comentou a proposta ao Esquerda Diário.

segunda-feira 19 de outubro| Edição do dia

Após ter feito propaganda nas redes sociais reivindicando o ajuste dos salários dos professores estabelecido na lei do piso do Fundeb como se fosse uma medida sua, o governo Bolsonaro mostrou que na verdade é contra o reajuste dos professores, e quer acabar com ele.

Desde 2008, a Lei do Piso estabelecida na regulamentação do Fundeb vincula o índice de reajuste salarial para os professores da educação básica à variação anual do valor por aluno. Isto é o que garante que os professores tenham um aumento real, diferente da maioria das categorias do funcionalismo que vem sendo duramente atacada pelo governo Bolsonaro. A proposta do governo é que o reajuste passe a ser vinculado à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Marcello Pablito, que concorre ao cargo de vereador em São Paulo pela bancada revolucionária de trabalhadores do MRT, comentou a proposta de Bolsonaro:

“Bolsonaro quer atacar o salário dos professores do ensino básico em todo o país, mostrando mais uma vez seu desprezo pela educação, o que não é novidade nenhuma. Desde que assumiu, a educação tem sido um dos setores sociais mais duramente atingidos pelos ataques do governo de extrema-direita em todos os níveis. Os cortes em pesquisa e no ensino superior levaram às ruas milhares de estudantes em repúdio a esse ataque imenso, e Bolsonaro respondeu ingerindo até mesmo nos cargos de mando das universidades e colocando reitores biônicos indicados pelo governo.

Sabemos que os professores são uma categoria fundamental para o país, e particularmente para os trabalhadores que, diferente dos políticos privilegiados como Bolsonaro, juízes e empresários, dependem do ensino público e não tem condições de arcar com as caras mensalidades das escolas privadas. No entanto, estes mesmos professores são das categorias mais precarizadas: em 2012, recebiam 65% da média salarial de outras categorias com ensino superior. Sem falar nas condições de trabalho absurdas, que os levam a adoecer.

Todos os ministros da educação que passaram pelo governo de Bolsonaro têm feito de tudo para ajudar os empresários da educação privada a seguir lucrando milhões com aquilo que deveria ser um direito., não à toa na nova regulamentação do Fundeb o governo quer que as escolas privadas recebam os recursos do fundo público. O único setor da educação que recebeu investimentos de Bolsonaro são as escolas militares, pois fazem parte do seu projeto autoritário e reacionário de tentar impor sua ideologia militarista de direita à juventude. Nos colocamos ao lado dos professores contra todos os ataques, e reivindicamos que seu piso seja o do salário mínimo estabelecido pelo DIEESE, de R$ 4.420 reais. Também nos posicionamos contra os privilégios de políticos e juízes, defendendo que todos ganhem o mesmo salário de uma professora.”




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