Educação

Bolsonaro nomeia reacionários para o CNE que foram indicados por Weintraub

As nomeações para o CNE (Conselho Nacional de Educação) mostram que o projeto reacionário, privatista e obscurantista representado por Weintreub continua vivo e atuante. Seguidores de Olavo de Carvalho, representantes fanáticos do setor privado, representantes de fundações religiosas de ensino e bolsonaristas convictos estão entre os 12 nomes que comporão por quatro anos o CNE.

sábado 11 de julho| Edição do dia

Ainda que não mais Ministro da educação, Abraham Weintraub, e sua ideologia reacionária continua a dar as cartas na agenda do Ministério da Educação. Jair Bolsonaro, que ainda não definiu o novo ministro, publicou em diário oficial nomes do setor privado e de seguidores de Olavo de Carvalho para compor o Conselho Nacional de Educação. Os nomes eram indicações de Weintraub antes de deixar o cargo.

Como o Esquerda Diário apontou aqui, a saída de Weintraub não era fruto de uma vitória contra o reacionarismo, mas uma reconfiguração do bolsonarismo frente às disputas com outro projeto autoritário, o do Superior Tribunal Federal. As nomeações para o CNE (Conselho Nacional de Educação) mostram que o projeto reacionário, privatista e obscurantista representado por Weintreub continua vivo e atuante. Seguidores de Olavo de Carvalho, representantes fanáticos do setor privado, representantes de fundações religiosas de ensino e bolsonaristas convictos estão entre os 12 nomes que comporão por quatro anos o Conselho Nacional de Educação. Entre as atribuições do CNE está a execução do Plano Nacional de Educação.

Estes nomes representam nada mais do que a continuidade do legado de Weintraub que através da MP n°979 ataca a autonomia das Universidades Federais permitindo a intervenção de reitores escolhidos pelo MEC; avança na privatização através de projetos como o “Future-se”; abre ainda mais espaço para o obscurantismo religioso e a doutrinação conspiratória olavista; além de dar oportunidade para iniciativas racistas como a portaria que Weintraub tentou revogar as cotas raciais nos cursos de pós graduação dias antes de sua saída.

Enquanto Bolsonaro decide entre religiosos e pastores conservadores de extrema direita (veja aqui) quem mais nefasto irá ocupar o MEC, através das nomeações para o CNE, ele já coloca em marcha o curso de novos ataques econômicos e ideológicos para a juventude brasileira. Entre os nomes encontra-se Valseni José Pereira Braga, que é diretor-geral do Sistema Batista de Educação; a defensora do Escola Sem Partido Amabile Aparecida Pacios de Andrade ; os alunos de Olavo de Carvalho: Tiago Tondinelli, que já trabalhou com o ex-ministro Ricardo Vélez Rodriguez, e Gabriel Giannattasio. Em suma, uma verdadeira tropa privatista, obscurantista ligada as alas ideológicas do Bolsonarismo e ao próprio presidente.

Cada passo do governo Bolsonaro significa um ataque a juventude através da precarização do trabalho, da privatização dos poucos serviços públicos, do plano de elitização das universidades ou do aparelhamento ideológico da educação a ideologia obscurantista da extrema direita. Frente a pandemia Bolsonaro faz de tudo para impedir que escolas e universidades possam se organizar para fazer a diferença na crise sanitária que vivemos. Não suficiente, o governo não recua no plano de fazer do Ministério da Educação um bastião obscurantista no que ele considera uma “guerra cultural e ideológica”.

Somente através da organização independente da juventude e dos trabalhadores podemos impor a partir de baixo e das ruas um novo projeto de educação de combate ao obscurantismo privatista do Bolsonarismo. Para este objeto precisamos lutar por uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana que possa colocar fim ao curso trágico que nos coloca o governo Bolsonaro e impor as demandas populares da juventude e dos trabalhadores em cada local de trabalho, escola e universidade.




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