Sociedade

MILITARES NO GOVERNO

Bolsonaro nomeia militares para cargos de proteção de dados nacionais

Na noite de quinta-feira (15), Bolsonaro nomeou os novos cinco diretores da Agência Nacional de Proteção de Dados – ANPD. Desses, três são militares.

sexta-feira 16 de outubro| Edição do dia

Foto: ED Alves/CB/D.A PRESS.

Os militares nomeados são Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, nomeado presidente da agência, Joacil Basilio Rael e Arthur Pereira Sabbat. Os dois outros nomes são de Miriam Wimmer e da representante do setor privado Nairane Farias Rabelo. Todos os nomes ainda precisam ser aprovados pelo Senado.

Os mandatos terão duração de dois a seis anos para aqueles que estão pela primeira vez na ANPD. Para os demais, o mandato será de quatro anos.

O governo de Bolsonaro e Mourão é o mais militarizado desde a época da ditadura militar no Brasil. Por isso, já não é surpresa a nomeação de militares para cargos de autoridade dentro do governo de Bolsonaro e Mourão. Porém, é incomum mundialmente que militares estejam presentes em órgão de proteção de dados nacionais. Sendo que, segundo levantamento elaborado pelo Data Privacy Brasil para a Folha de S. Paulo, só há militares nesses órgãos na Rússia e na China, dois governos que já são reconhecidos por sua atual ultra militarização e opressão à população.

No final de 2019, Bolsonaro já havia avançado com o Cadastro Base do Cidadão e o Comitê Central de Governança de Dados para aumentar a vigilância da população, especialmente aqueles que são oposição ao seu governo. Agora, colocando militares no comando da ANPD, Bolsonaro aumenta o nível de controle autoritário sobre todos os dados nacionais, que tão logo seja preciso, irá utilizar para perseguir os trabalhadores e a juventude que se opõe a política de seu governo.




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