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Justiça por Dom e Bruno | Bolsonaro, militares e ruralistas têm as mãos sujas com o sangue de Dom e Bruno

Bolsonaro, os militares, seus amigos deputados da bancada ruralista e a boiada de Ricardo Salles, cria de Geraldo Alckmin, assim como as demais instituições desse regime e o Estado sustentam a destruição capitalista na Amazônia e são cúmplices dos assassinatos de indígenas e ativistas ambientais.

sexta-feira 17 de junho | Edição do dia

Somente com a força da mobilização da classe trabalhadora, aliada aos indígenas e todos os setores explorados e oprimidos é que conseguiremos impor justiça com uma investigação independente sobre o assassinato de Dom e Bruno e enfrentar a destruição ambiental promovida por esse sistema.

A confirmação do assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira é daquelas notícias que doem no peito e aumentam nosso ódio de classe. Bolsonaro nunca sequer mencionou o nome dos dois, mas o que esperar do presidente eleito prometendo acabar com todo ativismo em nosso país? Bolsonaro nunca escondeu que seu governo seria para proteger seus amigos da pesca ilegal, do garimpo e do agronegócio que destrói a Amazônia. Um governo a serviço daqueles que perseguem os indígenas e ativistas ambientais, que juntamente com os militares e a bancada ruralista, são defensores da exploração capitalista no território amazônico, promovendo também o ódio contra todos os que lutam contra a destruição da natureza e atuam até mesmo contra a vida daqueles que buscam protegê-la. Eles são os responsáveis pelo assassinato de Dom e Bruno, suas mãos estão sujas com o sangue dos ativistas ambientais e dos indígenas.

Esse assassinato brutal escandalizou o mundo. Diante do descaso de Bolsonaro, diversos políticos e jornais burgueses começaram a se posicionar cobrando respostas, entre eles até representantes do imperialismo como Boris Johnson e Teresa May, que longe de preocupar-se com os indígenas do Brasil fazem sua demagogia pelo fato de Dom ser britânico. Ainda sim, é uma crise internacional de importante dimensão que golpeia Bolsonaro. Isso acontece porque diante desse crime brutal muitos setores têm que rechaçar a postura de Bolsonaro, mas isso não significa que eles estão dispostos a enfrentar seriamente a exploração do território amazônico, a defesa dos lucros capitalistas sempre fala mais alto e para defender esses interesses é que seguem sem punir seriamente todos os que perseguem e assassinam os indígenas e ativistas.

Não podemos nos enganar achando que a justiça por Dom e Bruno virá das mãos desse Estado e das instituições desse regime político do golpe institucional de 2016, já que se tratam de instituições que historicamente atuam para preservar os interesses dos capitalistas, inclusive dos mesmos setores que Dom e Bruno historicamente se enfrentaram na sua luta em defesa da Amazônia e dos povos indígenas. Essa justiça a serviço dos capitalistas mantém impune diversos crimes contra os ativistas ambientais, uma justiça que protege os garimpeiros e o agronegócio não vai conduzir de fato uma investigação que possa responsabilizar os verdadeiros culpados por esse crime e impedir que nosso país siga batendo recordes de assassinatos daqueles que lutam em defesa da natureza.

A mobilização indígena foi o que pressionou as investigações para que aparecessem os corpos de Dom e Bruno, eles mostram o caminho para impor justiça. Como colocou Marcello Pablito, “as centrais sindicais deveriam parar o país e junto à luta indígena exigir uma investigação independente com organismos de direitos humanos, sindicatos e universidades, com todo o suporte necessário para descobrir os mandantes e punir todos os envolvidos”. Não podemos confiar que sob o controle da Polícia Federal, a mesma que fez uma câmara de gás à luz do dia para assassinar Genivaldo, os culpados desse assassinato possam ser responsabilizados. Bolsonaro, os militares e seu governo, com os deputados da bancada ruralista e a boiada de Ricardo Salles, que foi cria de Geraldo Alckmin inclusive, assim como as demais instituições desse regime e o Estado sustentam a destruição capitalista do meio ambiente, eles são cúmplices dos assassinatos de indígenas e daqueles que os apoiam. Somente com a força da mobilização da classe trabalhadora, aliada aos indígenas e todos os setores explorados e oprimidos é que conseguiremos impor justiça com uma investigação independente e enfrentar a destruição da Amazônia.




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