ENTREGUISMO

Bolsonaro marca data da entrega ao imperialismo das maiores reservas de petróleo do país

Jornal Estado de São Paulo informa que hoje mesmo sai o edital do leilão que entregará a maior reserva de petróleo do país ao imperialismo. Uma fortuna estimada entre R$2,5 e R$6,9 trilhões serão entregues na calada da noite.

sexta-feira 6 de setembro| Edição do dia

Não faz nem uma semana que o Congresso aprovou a "cessão onerosa" e hoje mesmo Bolsonaro publicará edital chamando o leilão. Eles tem pressa em honrar os compromissos com o imperialismo, particularmente no setor de petróleo. Um objetivo de todo o golpismo e sua continuidade foi aprofundar e muito as privatizações que já vinham começando com Dilma. Esse objetivo americano e do golpismo apareceu até mesmo em reuniões e documentos da embaixada americana com políticos brasileiros, nos chamados "Wikileaks".

Ação conjunta de Bolsonaro e do Congresso permitiu o trâmite da “cessão onerosa”. A gigantesca área do pré-sal, com reservas estimadas entre 10,8 e 30bilhões de barris de petróleo está prestes a ser entregue ao imperialismo. Os parcos recursos desta entrega serviram para conseguir apoio de governadores e prefeitos, inclusive da oposição, à reforma da Previdência.

O governo deve liberar ainda nesta sexta-feira, 6, o edital do leilão do excedente da cessão onerosa, a ser realizado em 6 de novembro.
A “cessão onerosa” é uma área que foi entregue à Petrobras pela União durante o governo Dilma. A Petrobras pagou em adiantamento um valor para explorar uma determinada quantia do pré-sal, depois descobriu-se que havia um mundo de petróleo na região, e que portanto para garantir os requisitos de entreguismo deveriam ser “abertos” para outras empresas, como as imperialistas Shell, Total, Equinor, Chevron.

O volume em petróleo da região é de ao menos 10,8 bilhões de barris, mas algumas estimativas cifram em até 30 bilhões de barris. É uma fortuna que será dada de mão beijada ao imperialismo. Pelo preço atual do petróleo (US$56,60) isso equivale a uma fortuna estimada entre R$2,5 trilhões e R$6,9 trilhões.

Essa fortuna que será entregue ao imperialismo é o equivalente 23anos a 64 anos do orçamento do MEC antes dos cortes de Bolsonaro.

A dimensão destas entregas é avassaladora. Antes da descoberta do pre-sal o volume total de petróleo conhecido no país era de cerca de 9 bilhões de barris, esse leilão sozinho entregará um Brasil inteiro da noite para o dia!

Desde o governo Temer a participação estrangeira no saque da riqueza nacional tem aumentado exponencialmente, com privatizações de campos de petróleo que pertencem à Petrobras e com novos leilões, em dois anos a produção estrangeira passou de 7% para 23%, com o novo leilão a maior e mais rica reservas do país vai para mãos estrangeiras. Com estes novos leilões rapidamente a maior parte da produção nacional será estrangeira. Junto da entrega de uma parte do Maranhão aos EUA, com a base de Alcântara o entreguismo de Bolsonaro ganha todas suas cores.

Bolsonaro e Guedes esperam obter R$100 bilhões do leilão, uma ninharia frente à fortuna que os campos representam. Com esse dinheiro que é aguardo o governo ofereceu recursos a estados e municípios. Esse é um dos motivos que diversos governadores, inclusive da oposição no nordeste, atuaram em prol não somente da aprovação da “cessão onerosa” no Senado como também em prol da Reforma da Previdência que era a peça de barganha por esses recursos.

É preciso se enfrentar com a entrega dos recursos naturais do país ao imperialismo. Os recursos do país não podem servir para enriquecer bilionários estrangeiros e nacionais, mas sim para atender as necessidades do povo, como educação, saúde. Nas mãos de uma Petrobras 100% estatal e controlada pelos trabalhadores seria possível garantir segurança e racionalidade operacional e ambiental à produção, acabar com a super-exploração de terceirizados incorporando-os à empresa com os mesmos direitos dos petroleiros, seria possível garantir à toda população que estes recursos seriam usados em prol do povo brasileiro e não da da rapina imperialista e da corrupção.




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