Sociedade

DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Bolsonaro deixa a boiada passar e desmatamento na Amazônia tem a maior alta desde 2016

Desmatamento da Amazônia tem a maior alta desde 2016. Madeireiros, Grileiros se aproveitam do passe-livre de Ricardo Salles, ministro de Bolsonaro, para atacar bioma e povos que lá vivem.

sexta-feira 10 de julho| Edição do dia

Dados do INPE que monitoram o desmatamento em tempo real, mostram o avanço da devastação no maior Bioma brasileiro. Atrelado a devastação ambiental vem junto o cerco aos povos indígenas, populações ribeirinhas e pequenos produtores da floresta. É o avanço do agronegócio que vai matando a maior floresta do mundo.

O avanço da devastação da amazônia segue batendo recordes. Os dados trazidos pelo INPE(Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) são alarmantes. Cerca de 3 mil km de floresta foi derrubado somente esse ano. Como comparativo isso é o dobro do tamanho da cidade de São Paulo e quase o triplo do Rio de Janeiro.

De janeiro a junho, mesmo em períodos mais agudos da pandemia de coronavírus, se intensificou o desmatamento. Só nesse período subiu em 25% a taxa.

Essa sanha predatória foi estimulada pelo bizarro atual ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, Ricardo Salles. Ele que sempre demonstrou total desprezo pela floresta e povos originários, disse abertamente na famosa reunião ministerial vazada, que deveríamos aproveitar a pandemia para avançar sobre a floresta.

“Nós temos a possibilidade nesse momento que a atenção da imprensa tá voltada exclusiva... quase que exclusivamente pro COVID […] A oportunidade que nós temos, que a imprensa não tá nos dando um pouco de alívio nos outros temas, é passar as reformas infralegais de desregulamentação, simplificação, […] grande parte dessa matéria ela se dá em portarias e norma dos ministérios que aqui estão, inclusive o de Meio Ambiente.”

Você pode ler mais sobre aqui: Ricardo Salles quer usar pandemia para destruir Amazônia: “A oportunidade é passar desregulamentação”

A falaciosa missão das forças armadas na Floresta, implementada desde maio com o argumento de “proteção da floresta” serve antes de tudo para sufocar a autodefesa das populações locais contra os invasores, madeireiros e grileiros.

Isso fica claro também com o desprezo que Bolsonaro demonstra a população indígena, negando o mínimo direito a água! O racismo deste governo é gritante. Mourão, vice de Jair, disse que as “populações locais já consomem a água dos rios”.

Os capitalistas nunca se preocuparam com o meio ambiente. Falácias como o “capitalismo sustentável” se mostram risíveis na realidade, onde as grandes empresas apoiam candidatos com Bolsonaro ou são diretamente responsáveis pela destruição ambiental.

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