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Bolsonaro dá cargos em ’toma lá dá cá’ com o centrão corrupto, Eduardo defende: "tem que ter diálogo"

segunda-feira 1º de junho| Edição do dia

Bolsonaro, nos últimos dias tem dividido tarefas: dá tudo que o centrão pede enquanto investe contra o STF. Precisa estar sempre "falando alto" com jornalistas nas entrevistas com a imprensa, para alimentar sua base de extrema-direita e, assim, por outro lado mostra sua cara de sempre com alianças com o Centrão, dando cargos de grande poder econômico e político, como o caso do Banco do Nordeste, para o PL do condenado pelo Mensalão, Valdemar Costa Neto, a fim de angariar mais simpatizantes que votariam contra um eventual processo de impeachment que venha sofrer, pensando que também se preocupa como desgaste que sofre em relação ao Congresso. Hoje foi o dia marcado pela entrega do Banco do Nordeste e do FNDE.

Para o Centrão, se trata de duas grande conquistas de espaço e poder começando por dizer que só no ano passado o banco desembolsou R$ 42,16 bilhões em mais de 5,3 milhões de operações, o valor que é 74,4% do total desembolsado pelo BNDES em 2019, se trata, portanto, de uma instituição de extrema relevância.O BNB detém também a responsabilidade de colocar em funcionamento valores bilionários do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), só no ano passado, do total de R$ 6 bilhões ao fundo, R$ 3 bilhões foi destinado ao BDN.

Já a outra entrega, que é do chefe de gabinete do senador Ciro Nogueira (Progressistas-PI), Marcelo Lopes da Ponte, para a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem um orçamento de R$ 29,4 bilhões neste ano. A nomeação foi publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União (DOU). Ponte vai substituir Karine Silva dos Santos, que ocupava o cargo desde dezembro e é alinhada ao ministro da Educação, Abraham Weintraub (este mesmo que crítica a proximidade de Bolsonaro com o Centrão e o “toma lá dá cá”).

Bolsonaro já havia nomeado na Diretoria de Ações Educacionais do fundo um indicado do Partido Liberal, mais uma vez de Valdemar Costa Neto. O FNDE é órgão responsável por contratação de livros escolares, transporte de alunos, e até o programa federal de financiamento estudantil, o Fies. Foi por meio do órgão que a pasta contratou uma empresa para fornecer kits escolares a estudantes que, segundo o Ministério Público, está envolvida em um esquema que desviou R$ 134,2 milhões de dinheiro público da saúde e da educação na Paraíba, segundo o jornal Estado de São Paulo.

Os amistosos laços entre Bolsonaro e os políticos corruptos do centrão significa o aprofundamento de uma profunda crise política, que faz com que o bolsonarismo, no desespero, recorra aos seus “principais rivais” da chamada “velha política”, para se manter em pé. Além de deixar mais explícito do que nunca que esse governo não só acha conveniente esse tipo de aliança como se sente fortalecido ao alimentá-la, pois ele próprio cresceu em negociações com o Congresso com o apoio desta casta política (por exemplo, as fortes declarações que deu o corrupto Roberto Jefferson, inclusive em apoio armado) que se adequa à qualquer situação da mais alta “estabilidade” às crises.

Sem falar que, para estreitar os laços, para conduzir as negociações de cargos com o Centrão, os militares são verdadeiros “Braço forte e Mão Amiga”, notando que o ministro-chefe da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos, foi escolhido por Bolsonaro. Arthur Lira, líder do Progressistas na Câmara, que é outra figura conhecida do centrão, tem feito a ponte com Ramos para levar os pedidos de cargo. Isso prova que tanto os militares e Bolsonaro são “novos velhos” demagogos da anti corrupção, e que apelam ao setores mais podres que existem para manter em pé seu projeto de governo.

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