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COVID-19

Bolsonaro barra medidas de proteção a indígenas em meio a pandemia

Bolsonaro sancionou projeto que prevê a proteção de grupos indígenas durante a crise pandêmica, entretanto, o texto que saiu na madrugada de hoje no Diário Oficial da União, vetou vários trechos do projeto que previa ações de prevenção e tratamento ao Covid-19 que já tinham sido aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado. Trata-se de mais um ataque do governo amigo do agronegócio contra as comunidades indígenas.

quarta-feira 8 de julho| Edição do dia

Entre as medidas vetada por Bolsonaro está: o fornecimento obrigatório de água potável e materiais de higiene; oferta de leitos hospitalares e de UTI; a liberação de verba emergencial direcionada a saúde da população indígena e quilombola e o acesso do auxílio emergencial para essa população; além da instalação de internet para acesso à informação e distribuição de cestas básicas.

Essa medida de Bolsonaro, se dá em um cenário onde já se somam mais de 10 mil casos confirmados de coronavírus em indígenas, números bem maiores que os registrados na Ministério da Saúde, segundo a Articulação dos Povos Indígenas no Brasil, chegando a registrar letalidade 160% maiores que a média nacional, como é o caso dos índios Xavante.

O veto de Bolsonaro mostra mais uma vez que esse governo é um inimigo dos indígenas e quilombolas, assim como dos trabalhadores do campo. Bolsonaro que sempre exibiu seu ódio aos povos originários em declarações e buscou impor medidas favoráveis aos latifundiários e ao agronegócio em detrimento desses povos, agora com a pandemia dá um salto e quer relegar esses setores vulneráveis socialmente à morte e contaminação pela Covid-19.
O seu total descaso ao vetar medidas mínimas para proteger essa população é justificado pelo governo reafirmando as despesas e impactos orçamentários que poderia causar. Entretanto, Bolsonaro e Paulo Guedes não exitam em ajudar empresários e banqueiros, com um falso discurso “salvar empregos”, quando na verdade suas Medidas Provisórias 927 e 936 servem para reduzir salários, legalizar demissões massivas e cortar direitos dos trabalhadores.

É de extrema necessidade que os trabalhadores, aliados dos povos indígenas e quilombolas, possam mostrar um saída para essa crise sanitária que não virá pelas mão de nenhum dos setores do regime, nem de Bolsonaro e nem dos STF e Congresso, que também tem o mesmo projeto de colocar a crise nas costas dos trabalhadores. Por isso, se faz necessário defender uma Assembleia Constituinte, para que a população possa de fato decidir os rumos do país.




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