GOVERNO BOLSONARO

Bolsonaro afirma que "sente" que é preferível ter menos direitos, enganando que assim haveria emprego no Brasil

Após aprovação da nefasta Reforma da Previdência, Bolsonaro segue com seus ataques e afirma que deverá haver fim da estabilidade para novos servidores públicos pois ele "sente" por parte dos trabalhadores que é preferível ter menos direitos e mais emprego.

sexta-feira 25 de outubro| Edição do dia

Em entrevista coletiva na China nesta sexta-feira, 25, Bolsonaro teve a coragem de afirmar em meio à crise, à aprovação de reformas como a da Previdência que vão nos fazer trabalhar até morrer sem nenhum direito e ao aumento do desemprego crescente, que está "sentindo por parte do trabalhador" que é preferível ter menos direitos e mais emprego do que o contrário.

“O pessoal sempre fala em direito, direito, direito... E esquece deveres. O que eu tô sentindo por parte do trabalhador — não sou eu, é que eles querem... [Os trabalhadores] já falam: ‘Se for possível, menos direito e [mais] emprego, do que todos os direitos e desemprego’. Começa a chegar na ponta da linha”, afirmou.

Seguindo com a linha que defendia durante sua campanha de "menos direito e emprego ou todos os direitos e desemprego", agora Bolsonaro escancara que seu projeto de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, da juventude precarizada e do povo pobre só se aprofunda. Apesar de afirmar com todo seu cinismo que "lamenta" a aprovação da Reforma da Previdência, é explícito que seu governo está à serviço dos golpistas e dos grandes empresários, para garantir o lucro dos capitalistas enquanto se aumenta a exploração sob os trabalhadores e a juventude.

“O que o Paulo Guedes [ministro da Economia] quer, juntamente com o Rogério Marinho [secretário especial da Previdência Social], é uma maneira de estimular o mercado de trabalho para o jovem, com até 29 anos [...], e também quem tem mais de 55 anos de idade”, declarou Bolsonaro. Ou seja, quer precarizar de todas as formas o trabalho, para que seja possível encontrar mão de obra mais barata para o mesmo serviço, fazendo com que os patrões lucrem mais descarregando a crise as nossas costas.

Além disso, Bolsonaro também afirmou que está com a proposta em relação ao fim da estabilidade no serviço público. Segundo ele, a alteração valerá somente para novos servidores. Atualmente, a lei 8.112, que rege o serviço público federal, prevê estabilidade - garantia de permanência no emprego - depois de três anos da data da posse.

"Não se tentará quebrar estabilidade dos atuais servidores. A proposta inicial é daqui pra frente: quem tomar posse a partir da data de promulgação dessa nova emenda constitucional. Poderá não haver estabilidade para esses apenas", afirmou.

Bolsonaro, no entanto, sabe que a crise não vai ser descarregada nas costas dos trabalhadores e do povo pobre sem nenhuma resposta desses setores, apesar de ser isso que as centrais sindicais como a CUT e CTB dirigidas pelo PT e PCdoB almejam, pois deixaram a Reforma da Previdência ser aprovada no Senado com um absurdo silêncio ensurdecedor. No Chile, a juventude e os trabalhadores com amplo apoio popular está dando um grande exemplo de como responder aos ajustes neoliberais, com uma jornada de luta de classes que nos mostra que é possível garantir emprego e direitos, atacando os privilégios daqueles que vivem do nosso trabalho mas só nos dão migalhas.

Façamos como o Chile contra a reforma da previdência e os ajustes de Bolsonaro!




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