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1º DE MAIO

Bloco do MRT no 1° de Maio: contra a reforma da previdência e a ofensiva golpista na Venezuela

Delegação do MRT nesse 1° de Maio, em repúdio à política golpista estadunidense na Venezuela, que tem apoio do governo Bolsonaro, sem prestar qualquer apoio político ao governo de Maduro. Destaque para a delegação de metroviários em campanha dos coletes vermelhos na luta contra a reforma da previdência de Bolsonaro.

quarta-feira 1º de maio| Edição do dia

Um dia após a nova ofensiva do imperialismo de Donald Trump dos EUA tentando emplacar um novo golpe de Estado através de Juan Guaidó na Venezuela, o MRT e o Movimento Nossa Classe levantam à manifestação no 1º de maio, Dia dos Trabalhadores, convocado em unidade pelas centrais sindicais, o repúdio à política golpista do imperialismo, que consta com o apoio do governo Bolsonaro ao projeto entreguista para descarregarem a crise capitalista nas costas dos trabalhadores e aumentar a subordinação da América Latina aos interesses estadunidenses, isso sem prestar qualquer apoio político à Maduro e seu governo autoritário.

Essa política entreguista tem sua representação no Brasil com o governo Bolsonaro, cujo “centro de gravidade” segue sendo a aprovação da reforma da previdência, que quer retirar o direito à aposentadoria dos trabalhadores, obrigando que muitos de nós trabalhemos até morrer, enquanto empresas devem mais de R$ 450 bilhões ao cofres públicos.

Por isso, o MRT levanta o mais profundo repúdio à reforma da previdência em seu conjunto, dando destaque à delegação de metroviários que impuseram um recuo a Dória e ao Metrô na repressão da campanha dos coletes vermelhos contra a reforma da previdência, que ganhou amplo apoio de diversos setores da sociedade, ligando essa luta ao não pagamento da dívida pública para romper com o imperialismo e permitir a reversão dos recursos do Estado para os interesses dos trabalhadores.

Felipe Guarnieri, operador de trem do metrô de São Paulo.

Marcello Pablito, diretor de base do Sindicato de Trabalhadores da USP, trabalhador do restaurante universitário e diretor da secretaria de negras e negros do Sintusp.

Maíra Machado, professora da rede pública estadual de educação, diretora da Apeoesp pela oposição.

É necessário que organizar a força dos trabalhadores em cada local de trabalho e em cada local de estudo para que possamos levar adiante essas reivindicações, para isso, os trabalhadores precisam resgatar em suas mãos os sindicatos como ferramentas de organização, superando as burocracias que hoje insistem em ser um entrave e buscar seu novo lugar no regime em transição através de negociatas com o governo Bolsonaro.

A CUT e a CTB, duas das maiores centrais sindicais do país, devem sair da paralisia e construir assembleias nos locais de trabalho. Os professores estão organizando uma paralisação nacional no dia 15 de maio, é preciso seguir o exemplo dessa categoria que está sempre na vanguarda das lutas e, aproveitando o espírito dos metroviários que também deram um grande exemplo contra Doria, unificar todas as categorias operárias em uma paralisação nacional contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro.

É urgente a luta que ligue essa batalha contra a reforma da previdência com a necessidade do não pagamento da dívida pública, contra a ofensiva imperialista na Venezuela e também pela imposição de uma investigação independente por justiça a Marielle, que foi brutalmente assassinada e segue sendo uma ferida aberta do golpe institucional.







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