Gênero e sexualidade

HOMOFOBIA / TORTURA

Batalhão da PM é denunciado por homofobia e tortura em São Paulo

Caso de Assédio moral, homofobia e tortura psicológica e física são denunciados pela internet contra o Batalhão da PM em São Vicente.

quarta-feira 6 de setembro| Edição do dia

Policial Militar Adriell Rodrigues Alves Costa postou um vídeo na internet afirmando ser vítima de assédio moral, homofobia e tortura psicológica e física por parte do 39º Batalhão da Polícia Militar em São Vicente.

O soldado foi transferido para a Baixada Santista após um acidente e, por causa das lesões, passou a atuar em funções administrativas. O policial afirma ter sido mal recebido quando chegou ao Batalhã; diz que o médico do 6º Comando do Policiamento do Interior retirou suas restrições tornando-o apto a realizar qualquer atividade, mesmo com dores; sofre pressões psicológicas e físicas e também opressão por causa de sua orientação sexual.

No vídeo, Adriell diz ter seguido todos os protocolos, registrou denúncias dentro do Batalhão, procurou o comando do CPI, responsável pela unidade policial, e respaldo na ouvidoria da PM, porém não obteve resposta.

Veja a denúncia do policial:

"Se algo acontecer com a minha vida, com a minha integridade física, a responsabilidade é do comandante do batalhão, da Polícia Militar e do Estado, que nada fizeram para apurar as minhas denúncias.” – diz o Policial.

O Estado é responsável por não proteger nem apurar os casos de homofobia no país, Estado este que não reconhece homofobia como crime e permite que casos como este e diversos outros, que muitas vezes acabam em assassinatos, sejam jogados para baixo do tapete.

A polícia, força repressiva desse Estado, reproduz internamente o que há de mais sádico e violento, da mesma forma que lida com a população negra e pobre. É uma instituição que nada serve aos trabalhadores, às mulheres, aos negros e LGBTs, pois sua missão não é garantir a segurança desse setores, mas reprimir conforme os princípios morais e econômicos dos grandes proprietários do país. Dentro do seu quartel, fazem da repressão à sexualidade e gênero treino para sua prática nas ruas.




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