BANCADA EVANGÉLICA

Bancada evangélica sinaliza derrubada do veto ao perdão bilionário às dívidas das igrejas

Em entrevista à Folha o líder da bancada, o deputado Silas Câmara (Republicanos), afirma que não esperam grandes dificuldades em derrubar o veto, caso optem por isso. A decisão acontecerá na tarde de hoje (15), em uma reunião da bancada.

terça-feira 15 de setembro| Edição do dia

(Crédito da foto: Congresso em foco)

Um dos assuntos mais falados ultimamente é a tentativa e perdão da dívida de R$ 1 bi das igrejas. O presidente Jair Bolsonaro vetou a tentativa de anistia dessa dívida, contrariando a bancada evangélica, que tem um papel de apoiadores fiéis do presidente.

Em entrevista à Folha o líder da bancada, o deputado Silas Câmara (Republicanos), afirma que não esperam grandes dificuldades em derrubar o veto, caso optem por isso. A decisão acontecerá na tarde de hoje (15), em uma reunião da bancada.
Ainda segundo o deputado, são 194 apoiadores oficiais, além de 14 senadores. Para que seja aprovada a derrubada do veto é necessária a maioria absoluta de votos na Câmara e no Senado (257 e 41, respectivamente).

A decisão de Bolsonaro pelo veto pode ser influência de Paulo Guedes e uma tentativa do presidente de não ir contrário ao ministro da economia, ainda mais depois de um post de Bolsonaro nas redes que dizia: "Confesso. Caso fosse deputado ou senador, por ocasião da análise do veto que deve ocorrer até outubro, votaria pela derrubada do mesmo".

Entretanto, segundo o deputado Sóstenes Calvacante (DEM),em entrevista à Folha, que é o representante da igreja de Silas Malafaia, ainda há muita fé no presidente: "O motivo que levou o presidente a votar assim, nós desconhecemos. Se for para agradar Paulo Guedes é simples, que [o ministro] garanta a eleição dele em 2022. Não acredito nisso. O segmento religioso é muito fiel para [Bolsonaro] dar mais valor a Guedes."

Também em entrevista à Folha, Marco Feliciano (Republicanos) afirmou que independente da decisão final do presente, a bancada não irá retirar seu apoio, uma vez que Bolsonaro é a figura mais ajustada com os interesses das igrejas.




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