Azambuja, governador de MS, é mais um tucano alvo de operação da PF em busca de imparcialidade

quarta-feira 12 de setembro| Edição do dia

No dia de ontem o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a Polícia Federal a realizar busca e apreensão na residência do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

A investigação é parte da Operação Vostok que investiga o pagamento de propina a representantes da cúpula do governo de MS em troca de créditos tributários a empresas. Entre os alvos da operação, estão pecuaristas locais, um deputado estadual e um conselheiro do Tribunal de Contas do estado.

De acordo com a PF, as investigações começaram no início deste ano, a partir de depoimentos de delação premiada de executivos de um frigorífico. Os depoimentos detalharam esquema de empresas com o governo do estado para a obtenção de benefícios fiscais, em mais uma demonstração do funcionamento do estado como fantoche dos interesses empresariais. Segundo as investigações, somente nos dois primeiros anos da gestão atual no estado, uma empresa frigorífica teria deixado de recolher aos cofres públicos, mais de R$ 200 milhões, em razão dos acordos de benefícios fiscais concedidos.

Na sequência da prisão de Beto Richa, o ex-governador tucano do PR, Azambuja representa o novo avanço do judiciário sobre o PSDB para mascarar sua enorme seletividade no avanço do golpe institucional com a proscrição da candidatura do ex-presidente Lula.

A operação também é sintomática da enorme crise tucana nas eleições, Azambuja liderava a corrida para o governo do MS com 39% dos votos, e do passo além da Lava Jato em sua tentativa de reconfiguração do regime de 88 com o avanço sobre outro partido pilar do regime além do PT.




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