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Avança privatização da CEDAE: É preciso lutar para defender a água pública

O governo do Estado do Rio de Janeiro assinou na segunda-feira (12) um contrato de cooperação técnica com o BNDES. O objetivo do contrato é dar continuidade ao processo de privatização da empresa que é parte do Plano de Recuperação Fiscal do Pezão.

Juan Dias

RIO DE JANEIRO

quarta-feira 14 de junho| Edição do dia

O governo do Estado do Rio de Janeiro assinou recentemente na segunda-feira (12) um contrato de cooperação técnica com o BNDES. O objetivo do contrato é dar continuidade ao processo de privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (CEDAE) que é parte dos acordos para viabilizar o Plano de Recuperação Fiscal impulsionado pelo corrupto governador Pezão que se encontra atualmente em Brasilia para concretizar o acordo com o governo federal.

O projeto de privatização, excluiria o governo estadual de qualquer participação na companhia, abrindo o capital social da CEDAE e entregando o patrimônio público via parcerias público privadas (PPP) o que nada mais é do que o traspasso de dinheiro público para o setor privado.

Os detalhes do acordo ainda não foram publicados no Diário Oficial da União. No entanto, o BNDES já está se movimentando para garantir a privatização da CEDAE e lançou um edital de pre-qualificação para as empresas e consórcios que estejam interessados em concorrer à licitação que cederá toda a infraestrutura disponível da CEDAE avaliada em R$38 bilhões, sendo R$31 bilhões o valor de todas as unidades da empresa e mais R$6 bilhões em obras atualmente em desenvolvimento. A inscrição no processo de Pre-qualificação encerra no dia 21 de junho e os selecionados irão se juntar aos que participaram do processo aberto em novembro de 2016.

O processo de privatização da CEDAE como parte do resgate a economia fluminense, entregará um patrimônio público de R$38 bilhões para receber só R$3,5 bilhões do governo federal.

O plano de recuperação fiscal do governador Pezão,cujo nome aparece em cadernos de contabilidade de propinas do esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral, recentemente condenado a 14 anos, pretende descarregar os custos desta crise econômica nas costas dos trabalhadores para permitir que continuem os esquemas de corrupção, perdoando bilionárias dívidas de grandes empresas privadas muitas delas citadas nos esquemas investigados Lava-jato.

A intenção é que se aprofunde a precarização dos serviços públicos do Rio de Janeiro já evidentemente sucateados, prejudicando a população pobre e trabalhadora da cidade e do estado.

Pezão, Temer e toda a casta de políticos corruptos estão juntos para atacar a classe trabalhadora, destruindo direitos que conseguimos com duros processos de luta. Tudo para manter os lucros cada vez mais altos dos empresários, os privilégios e bilhões de reais garantidos através do caixa 2 a aos partidos que todos esses anos têm governado para os ricos e poderosos.

Dia 30 de junho está convocada uma nova Greve Geral no Brasil para barrar Temer e as reformas. É preciso tomar a greve geral nas nossas mãos e derrotar todos os ataques contra a classe trabalhadora e o povo pobre que são os que mais sofrem com a crise.




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