AUMENTO DO DÓLAR

Aumento do dólar e de juros do banco central americano aumentam a cobrança da dívida externa

A alta do dólar combinada com o aumento dos juros pelo o banco central americano prejudicará todos os países emergentes que tem dívida com os países imperialistas.

quarta-feira 16 de maio| Edição do dia

As moedas de países emergentes tiveram um dia negativo nessa terça-feira, 15, pelo fato de o Banco Central americano acelerar o aumento de juros nos Estados Unidos para conter pressões inflacionárias, e causa aumento do dólar nos países emergentes. No Brasil, o dólar comercial subiu 0,93%, para R$ 3,66, maior nível desde abril de 2016. Na máxima, o dólar atingiu R$ 3,69.

Depois de uma longa desvalorização durante o ano de 2017 e inicio de 2018, o dólar ganhou força a partir de março, o que aumentou o valor, em moeda local, das dívidas contraídas pelos setores público e privado dos mercados emergentes. A rápida valorização pode ter um efeito desestabilizador, dada a relevância do câmbio parte dos países emergentes que tem dívida com os países imperialistas.

Em avaliação, a tendência de apreciação da moeda americana continuará no curto prazo. “Os dados sobre atividade econômica nos EUA estão relativamente mais fortes do que o de outras regiões. Além disso, o banco central americano continuará a subir os juros. Os dois fatores contribuem para um dólar mais forte, e pode ser que tenha mais três altas de juros nos EUA até o fim do ano. Com isso só aumenta mais a dívida dos países emergentes aos imperialistas, prejudicando sua economia e podendo entrar em recessões, como no caso do Brasil.

É necessário acabar com o pagamento da dívida pública externa, que supostamente já foi paga, mas continua aumentando com o aumento dos juros impostos pelos banqueiros imperialistas. Isso somando com a divida interna leva quase 50% de todos os gastos da União. Enquanto educação, saúde e previdência continuam em estado precário, e o desemprego e a miséria assolam cada vez mais o país.




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