Política

ATO EM SÃO PAULO

Atos em defesa do governo mostram força e poupam ajustes do PT

Atos em defesa do governo mostram força e poupam ajustes do PT. Os manifestantes ocuparam os dois sentidos da Av. Paulista. Em SP, Esquerda Diário estimou 150 mil pessoas presentes.

sexta-feira 18 de março de 2016| Edição do dia

Poucas horas após a Polícia Militar afastar participantes de protestos contra a presidente Dilma Rousseff da Avenida Paulista, nesta sexta-feira (18), o endereço passou a receber a manifestação que foi convocada por organizações pró-Governo como a CUT, a CTB, a Frente Brasil Popular. Em todas as manifestações o PT foi totalmente poupado pelos ajustes fiscais que o governo vem implementando nas costas dos trabalhadores, em nenhum momento dos atos foram questionados pelos manifestantes, muito menos discutidos os ajustes do PT nos carros de som.

Com o mote "Não vai ter golpe", referindo-se ao processo de impeachment contra Dilma, manifestantes começaram a chegar à avenida pouco antes das 15h. Lula e Haddad chegaram à manifestação, e o Esquerda Diário fez uma estimativa preliminar de cerca de 150 mil pessoas presentes neste momento na Paulista. Em breve divulgaremos outros números estimados pela nossa equipe em outras manifestações em outros estados.

20 estados contam com atos hoje. Segundo a Agência Estado, as manifestações ocorrem em AL, AP, BA, CE, ES, GO, MA, MG, RJ, RO, PA, PB, PE, PI, RN, RS, SC, SE, SP, TO. Em sua maior parte, os cantos não se referem à defesa do governo, mas a um sentimento de “não vai ter golpe”. O setor mais presente é notavelmente de jovens universitários, mais presentes proporcionalmente do que nos atos da direita no dia 13/3, ainda que setores significativos nas principais manifestações fossem militantes do PT ou simpatizantes.

Apesar das direções da Frente Brasil Popular tentarem com cantos transformar o caráter do ato em defesa de Lula e Dilma, os cantos que a manifestação de conjunto mais incorpora, até a chegada de Lula e Haddad, eram o "Não vai ter golpe" e cantos contra a Rede Globo de Televisão. Em distintos locais de trabalho e de estudo a desconfiança que se sentia contra os movimentos do poder Judiciário, da Polícia Federal e da direita não estavam vinculados à defesa do PT.

O incômodo e a raiva que o PT desperta em amplos setores de jovens, que vêem como os governos petistas assimilaram toda a corrupção própria dos governos capitalistas, a aplicação de ajustes por Dilma e a maneira como as direções sindicais petistas usam os ataques da direita para paralisar qualquer luta contra os ajustes, não diminui o sentimento de que Moro e a direita querem “limpar” a cara do regime político substituindo a corrupção petista por um sistema de corrupção com a marca tucana e aplicar ataques ainda mais duros do que Dilma já vem fazendo.

Os manifestantes ocuparam os dois sentidos da Av. Paulista em SP. Já ocorreu show do músico Chico César e também participação de outros artistas.

Manifestações pelo Brasil

Em Belo Horizonte, Patrus Ananias falou na Praça da Estação ao final do ato político. Mandou um abraço de Lula e de Dilma para os manifestantes e defendeu a manutenção e ampliação dos direitos sociais enquanto defendia Lula como um guerreiro do povo brasileiro. Ao final da fala do ministro, a CUT, CTB e o MST chamaram seus "gritos de guerra" e o ato terminou com o início dos shows de artistas. O ato contou com aproximadamente 30 mil pessoas.

No RJ, na Praça XV, dentre os presentes no ato que contou com cerca de 70 mil pessoas, estavam Brizolinha Neto, Marcelo Freixo e o Glauber Braga (PSOL), Lindberg Farias (PT) e Jandira Feghali (PCdoB), entre outros. Marcelo Freixo, deputado estadual do PSOL-RJ falou em "luta em defesa da democracia" e também que "nós temos a nossa diferença e estamos aqui para garantir esta diferença, contra discursos fascistas". Ao final da fala de Freixo, os manifestantes cantaram "Prefeito! Prefeito!"

Em Porto Alegre, cerca de 23 mil pessoas marcharam, cantando "não vai ter golpe" e em alguns momentos músicas em defesa de Lula. Fortes contingentes da militância governista de todos os setores, compunham o centro do ato, mas também esteve presente um setor da juventude que rechaça a direita.

Abaixo, imagens da manifestação em Brasilia, que contam com aproximadamente 7 mil pessoas:

Nós do MRT viemos fazendo uma forte luta política contra o impeachment, contra o ato do dia 13 e as intenções de setores reacionários, que não se satisfazem com o quanto o governo do PT já está aplicando ajustes contra o povo e querem mais. No entanto, isso não nos fez compor a mobilização convocada para hoje, onde essas organizações governistas colocaram todo centro somente na defesa da presidente Dilma e de Lula, tentando fazer frente às manifestações convocadas pela direita do impeachment desde o último domingo. Veja a declaração do MRT sobre porque não compusemos as manifestações de hoje neste link.




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