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COTAS NA USP JÁ!

Ato por Cotas na USP Já! reúne dezenas contra o racismo da maior universidade do país

O ato-debate contou com a presença de diversas organizações políticas, dos movimentos sociais e do movimento negro, e reafirmou a decisão de batalhar para que a maior universidade do país dê voz e lugar aos negros, se enfrentando com o racismo da elite que a dirige e que é herdeira da escravidão. Outras atividades são previstas no calendário de luta.

sexta-feira 9 de junho| Edição do dia

O ato foi convocado por diversas entidades que atuam dentro da Universidade, como o Núcleo de Consciencia Negra, a Frente Porque a USP Não Tem Cotas, o Sindicato de Trabalhadores da USP e do DCE Livre da Usp. Estiveram presentes também personalidades, como o Juninho, presidente estadual do PSOL, Wilson, do Quilombo Raça e Classe da CONLUTAS, Claudio Giannazzi, vereador pelo PSOL, representante da vereadora Sâmia (PSOL), entidades do movimento social e do movimento negro.

Foi um importante espaço de debate onde a importância das cotas raciais foi recolocada na ordem do dia, ressaltando a urgência da implementação na USP, que é a maior universidade pública do país e uma das principais universidades da América Latina.

O novo fôlego que ganha essa campanha vem da importante conquista do programa de Cotas na UNICAMP, com um projeto inicial de proporcionalidade à composição racial do estado tanto na fração do concurso vestibular dedicada à escola pública, quando na fração de livre concorrência, um total de 37,5%.

O ato debate é parte de um calendário deste mês, com outras atividades que estão sendo preparadas, que culminam com o Festival “Porque a USP não tem cotas?”. Sobre o calendário de atividades e o programa da luta, Odete Cristina, estudante da USP e militante da Faísca, comentou que “a implementação de cotas na UNICAMP foi possível porque decorreu de um enorme processo de luta, uma greve de mais de três meses que levantou essa demanda e batalhou por ela. Apenas assim burocracias tão racistas como as que dirigem as universidades brasileiras poderiam sentir-se pressionadas para duelar com discursos como o do professor Paulo Palma, que disse que a aprovação de cotas faria com que a UNICAMP substituísse mentes por glúteos”.

Odete fala durante o debate

Marcello Pablito, diretor do SINTUSP e membro da Secretaria de Negras e Negros da USP afirmou que “essa burocracia herdeira da escravidão precisa ser confrontada pela unidade entre trabalhadores e estudantes em torno dessa importante campanha, que escancara o caráter racista não apenas da Universidade, mas do modo de ingresso pelo vestibular, que favorece apenas aqueles que passaram a vida estudando em colégios de elite. É por isso que defendemos que os negros não entrem na universidade apenas pela porta dos fundos da terceirização e do trabalho precário, mas pelas cotas e pela extinção do vestibular”.




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