Gênero e sexualidade

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

Ato em São Paulo reúne centenas de mulheres exigindo direito ao aborto seguro e gratuito

Nesta noite de quinta-feira (19), ocorreu ato em São Paulo pela legalização do aborto, e reuniu centenas de mulheres e homens que seguem o exemplo das argentinas para garantir o direito ao aborto seguro e gratuito.

quinta-feira 19 de julho| Edição do dia

Nesta noite de quinta-feira (19), ocorreu ato em São Paulo pela legalização do aborto, e reuniu centenas de mulheres e homens que seguem o exemplo das argentinas para garantir esse direito. O ato ocorreu na Avenida Paulista na Praça Oswaldo Cruz, dando continuidade a onda de atos que ocorreu também em todo o país no dia 22 de junho, logo após a grande vitória das mulheres na votação na Câmara dos deputados na Argentina pela direito ao aborto. A pauta seguiu para votação no Senado argentino e será votado no dia 8 de agosto. Em outras cidades como no Rio de Janeiro e Porto Alegre tiveram reuniões e manifestações menores.

As mulheres brasileiras vem se espelhando na luta histórica das argentinas, que há anos levantam esta bandeira no país. Agora as brasileiras estão travando essa luta e se mobilizando para garantir o direito ao aborto seguro e gratuito, e que basta de milhares de mulheres que morrem por abortos clandestinos mal-sucedidos.

O aborto clandestino é a 5* causa de morte materna no Brasil. São milhares de mulheres que praticam o procedimento todos os anos em nosso país, de acordo com dados estatísticos cerca de meio milhão de mulheres fazem aborto por ano. São 1300 mulheres por dia, sendo 57 por hora. Todas as mulheres fazem o aborto na clandestinidade e, apesar de ser um procedimento cirúrgico simples, por ser proibido, é feito de forma precária, sem condições de higiene e segurança e por isso são milhares de mulheres que morrem na tentativa de abortar. São 4 mulheres por dia que morrem em nosso país, vítimas de aborto clandestino.

Lutar pelo direito ao aborto, seguro, gratuito e garantido pelo SUS é lutar pela vida das mulheres em primeiro lugar. Também é parte de uma luta contra o patriarcado que tira de nós o direito de decidir sobre nossos corpos, um direito elementar que para conquistar de forma plena exige uma enorme mobilização e enfrentamento com o Estado e seus políticos da ordem que propagandeiam ritos conservadores e religiosos para que as mulheres sigam reféns da miséria capitalista.

É urgente a luta pela legalização e é nesse exemplo de todas as trabalhadoras e trabalhadores da Argentina que nos espelhamos, e iremos erguer uma luta que vai enterrar os retrocessos como a PEC 181, onde foi proposto criminalizar os abortos até em caso de estupro. E impor a legalização do aborto, para que as mulheres tenham educação sexual para decidir, contraceptivos para não engravidar e aborto legal, seguro e gratuito para não morrer.




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