Educação

REORGANIZAÇÃO ESCOLAR

Ato e Ocupação na Diretoria de Ensino de Marília/SP

terça-feira 10 de novembro de 2015| Edição do dia

Nesta sexta (06/09) mais de 250 manifestantes protestaram contra “Reorganização Escolar” em Marília. O ato que foi composto por estudantes, professores e comunidade primeiramente paralisou as ruas da zona sul e foi engrossado no centro da cidade por estudantes das demais regiões.

O destino do protesto foi mais uma vez a Diretoria de Ensino, na tentativa de fazer a Dirigente de Ensino, Ivanilde, retroceder em seus planos de fechar noturnos, salas de aula, obrigar os estudantes a frequentar escolas distantes de suas casas, ou seja, seus planos de prejudicar a vida de milhares de estudantes e professores em Marília.

A ocupação da Diretoria de Ensino

A ocupação foi gerada pela indignação e revolta diante do autoritarismo e intransigência da dirigente que após diversos atos, cartas e reuniões em nada muda de postura e nem demonstra a mínima sensibilidade para as reivindicações dos manifestantes. Dirigente que dois dias antes do ato havia se recusado a participar da Audiência Pública na câmara municipal convocada pela Apeoesp, por vereadores e pela comunidade justificando que se sentia “surpresa” em saber que o convite seria para discutir a “Reorganização Escolar” - qual outro tema poderia ser? - porque “não tem o que ser discutido, sobre o que já foi decretado”.

Cansados desse tipo de atitude é que durante o protesto os manifestantes decidiram por ocupar o prédio. Ivanilde, que estava no local, em nenhum momento se propôs a dialogar com as reivindicações que estavam sendo levantadas por aqueles que terão suas vidas prejudicadas pelo fechamento dos noturnos, pelos deslocamentos forçados para escolas distantes de suas casas, que terão mais gastos com o transporte etc.

Professores detidos pela polícia após o ato: um claro exemplo de perseguição política!

Durante o retorno do ato os professores Diego, Breno e o estudante de Ciências Sociais Alexandre foram detidos pela polícia no centro da cidade, após serem seguidos por policiais a paisana. Durante o procedimento - enquanto aguardavam na rua - foi dito pelos policiais que estaria a caminho um representante da Diretoria de Ensino para reconhecê-los enquanto autores de suposta “depredação” ocorrida no prédio durante a manifestação. Fica claro que foram escolhidos à dedos para serem detidos e que este foi um ato para intimidar os manifestantes. Em seguida foram conduzidos para a delegacia e liberados após darem depoimento declarando de que não “depredaram” nada. A diretora da APEOESP, Carmem Urquiza, que também participou da ocupação D.E, compareceu à delegacia e afirmou que o sindicato dará todo o suporte aos manifestantes caso seja necessário.

Por uma grande campanha contra a criminalização das lutas em Marília!

Num contexto em que tramita pelo congresso o Projeto de Lei que poderá punir as manifestações como um ato de “terrorismo” com penas de até 30 anos de prisão e que claramente cresce a criminalização das lutas sociais, não podemos aceitar que professores e estudantes que lutam em defesa da educação pública contra o maior ataque dos últimos 20 anos sejam detidos e nem que sofram repressões administrativas em decorrência das manifestações. Sobre a questão o professor Diego Damaceno, da corrente de oposição Professores Pela Base, declara que “É fundamental levantarmos uma grande campanha democrática em defesa daqueles que lutam pela educação pública em Marília, pois o fato de termos sido detidos após o ato de sexta foi claramente um exemplo de perseguição política. Nós do Pela Base, fazemos um chamado para que todas as entidades estudantis, sindicatos, organizações e intelectuais soltem moções de repúdio contra as detenções ocorridas após o ato, mas também contra a criminalização das lutas em geral, para que cerquemos de apoio democrático o conjunto dos estudantes, professores e comunidade que continuarão à plenos pulmões a batalha contra a “Reorganização” em Marília”. O estudante Alexandre Supertramp, militante da Juventude Às Ruas, declarou que “É importante o Movimento Estudantil, os Centros Acadêmicos, as Assembleias de Cursos e Geral se posicionarem contra a criminalização das lutas em Marília. Chamamos todos à curtirem a página do Facebook Basta de Perseguição à Quem Luta Pela Educação – Marília onde pretendemos reunir o máximo de moções, fotos, declarações que conseguirmos”.




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