Política

INTERVENÇÃO FEDERAL

Associação de empresários golpistas defende mais repressão militar para aumentar seus lucros

Nesta semana, a nata desse empresariado golpista liderada por Rocha se reuniu para discutir como aumentar seus lucros e aplaudir a intervenção federal no Rio de Janeiro.

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

segunda-feira 5 de março| Edição do dia

Empresários como Flavio Rocha, dono da Riachuelo e apoiado pelo MBL, que no ano passado foi notícia ao ser processado em 37,7 milhões por causa de regimes de trabalhos precários em oficinas de costura no RN, Pedro Thompson, dono da Estácio (que no ano passado demitiu mais de 1200 professores para readmiti-los sob as novas regras da reforma trabalhista com contratos mais precários), entre outros, lançaram no começo do ano o movimento Brasil 200, de cunho liberal. Nesta semana, a nata desse empresariado golpista liderada por Rocha se reuniu para discutir como aumentar seus lucros e aplaudir a intervenção federal no Rio de Janeiro. Entusiasta do golpe e das reformas, Flavio Rocha tenta emplacar uma possível candidatura de direita vinculada ao MBL.

Ao celebrar a intervenção federal, o empresariado mostra que esta serve aos interesses da burguesia para reprimir os trabalhadores e a juventude negra e da periferia. Para implementar a fundo a reforma trabalhista e os ataques, recorrem ao endurecimento das forças armadas para reprimir os trabalhadores.

Temer, já havia dado mostras de intensificar as relações com as forças armadas muito antes do decreto de intervenção federal e cada dia mais cede espaço ao exército. Assim, impõe pela força as reformas. Em ano eleitoral fica mais evidente a crise dos de cima. Sem um representante forte dos partidos tradicionais, que “já não são mais reconhecidos como expressão por sua classe ou fração de classe”, o “o campo fica aberto a soluções de força”, como colocava Gramsci.

Soma-se a intervenção militar o autoritarismo do judiciário ao avançar sobre o diretor do povo decidir em quem votar pelas mãos de juízes cheios de privilégios, que não foram eleitos por ninguém. Esse endurecimento do regime é parte da continuidade do golpe institucional que serviu para avançar contra os trabalhadores, para nos fazer pagar pela crise. É preciso exigir que as centrais sindicais como Cut e CTB organizem um plano de lutas para anular a reforma trabalhista e os ataques dos governos e pôr fim a intervenção federal no Rio de Janeiro.




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