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Assembleia da ADUFCG delibera participar da greve da educação do 18M e indicativo de greve da categoria

Na manhã da quarta-feira, 11 de março, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), deliberou por unanimidade em Assembleia participar ativamente da greve geral da educação e do funcionalismo público do próximo 18 de março como um passo inicial na construção de uma greve geral para barrar as políticas do governo Bolsonaro.

quinta-feira 12 de março| Edição do dia

Nesta mesma assembleia, votou-se enviar um indicativo de greve da categoria como decisão da base para ser apreciada na reunião conjunta do setor das instituições federais, estaduais e municipais da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN) que se realizará entre os dias 14 e 15 de março na cidade de Brasília (DF).

Inicialmente, será realizado um ato no portão principal da UFCG ás 07 horas da manhã para concentrar forças da comunidade acadêmica da UFCG e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), para posteriormente participar do ato central na Praça da Bandeira ás 09 horas seguido de uma mobilização pelas ruas do centro da cidade.

Em todo Brasil as sessões sindicais da ANDES-SN, tem até sexta-feira para realizar suas assembleias de base e enviar representantes a reunião do setor com o mandado destas. No caso da ADUFCG levarão esta posição política José Irelanio de Ataíde, presidente da entidade, e Amauri Fragoso de Medeiros pela base.

Atividades de mobilização prévias e outras questões organizativas, em termos táticos, serão definidas numa reunião conjunta da Comissão de Mobilização da UFCG integrada por docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos que se reunirá na sexta-feira, 13 de março, ás 09 horas na sede do sindicato.

Além de fortalecer o trabalho de base para garantir uma poderosa greve no 18M, já foram aprovadas três importantes atividades de mobilização:

- Concentração dia 14 de março na Praça da Bandeira por #JustiçaParaMarielle pelos dois anos de seu assassinato e o de Anderson Gomes, que para nós desde Esquerda Diário só é possível impor pela luta, defendendo a necessidade de uma investigação independente, ainda que sob responsabilidade do Estado, mas coordenada por juristas, organismos de direitos humanos, investigadores e peritos, representantes dos movimentos sociais

- Uma assembleia geral estudantil da UFCG na segunda-feira, 16 de março, tendo como ponto de pauta a greve geral da educação do dia de 18 março.

- Exibição e debate do filme “Você Não Estava Aqui”, do excelente diretor trotskista inglês Ken Loach, que foca na informalidade e na “uberização” do trabalho e suas consequências numa família pós crise orgânica de 2008, será na terça-feira, 17 de março, ás 15 horas no Auditório da ADUFCG organizado pela Comissão de Mobilização da ADUFCG e PRAXIS. Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Estado e Luta de Classes na América Latina..

Como o acúmulo que temos desde Esquerda Diário (ED), impulsionado pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), e como professor de Ciência Política na Unidade Acadêmica de Ciências Sociais (UACS), realizei uma análise da conjuntura tentando articular a situação internacional com a situação nacional, e com que forças podemos combater o crescente processo bonapartização do regime e nosso papel como professores e funcionários públicos federais.

Logicamente que em poucos minutos numa assembleia não dá para desenvolver em detalhes, mas apenas para mencionar alguns elementos importantes.

No plano internacional o regresso da luta de classes que irrompe na cena com centro na França e no Chile, as eleições nos Estados Unidos, o calote do Líbano, a guerra comercial entre USA-China, a crise climática, o COVID 19 (corona vírus) e a crise entre Arábia Saudita e Rússia em relação ao petróleo que no marco da crise orgânica se ressignifica, só ver o que aconteceu com as bolsas no mundo em geral e no Brasil em particular.

No plano nacional destacamos a greve dos petroleiros e uma luta que se reabre no carnaval entre duas frações do golpismo, tendo como base o conflito sobre orçamento impositivo que expressaria uma iniciativa do “Bonapartismo institucional” de avançar num semiparlamentarismo, e a resposta de Bolsonaro com sua iniciativa política contra o Congresso, o Tribunal Supremo Federal (STF) e os governadores, apoio político ao motim das PM com métodos milicianos e tentativa de sua expansão, fundamentalmente no nordeste (Ceará), e a convocatória ao ato da extrema direita para o dia 15 de março.

Uma situação política em aberto a qual devemos responder com independência política defendendo a frente única na luta contra Bolsonaro e as reformas, que é bem diferente que frentes democráticos ou amplas com setores do golpismo, como Maia e a Globo, como pretendem o PT e o PCdo B. Nossa intervenção concluiu no sentido da necessidade de lutar contra Bolsonaro, mas também contra o conjunto dos golpistas e toda a obra do golpe.

É central construir uma poderosa greve geral da educação e do funcionalismo público federal no 18M, criar as condições para uma greve do conjunto da categoria docente e exigir as centrais sindicais e estudantis a unificação das lutas na perspectiva da greve geral.




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