ASSEMBLEIA UNIVERSITÁRIA

Assembleia Universitária reúne milhares e estudantes mostram força defendendo terceirizados

Hoje (15) aconteceu uma gigante assembleia universitária, envolvendo milhares da comunidade acadêmica da Unicamp e apoiadores de outros lugares. Nós da faísca viemos batalhando para que os terceirizados fossem liberados para participar da assembleia, bem como que todos tivessem direito à voz e voto. Não aceitamos a demissão dos 330 trabalhadores da Funcamp.

terça-feira 15 de outubro| Edição do dia

Foto: unicamp.br/Reprodução

Bolsonaro e sua corja vieram mostrando que irão descarregar o peso da crise econômica sobre as costas dos trabalhadores e da juventude. A aprovação da reforma da previdência no 1º turno, bem como os ataques à educação como o Future-se, quer fazer com que seja os de baixo a ter que trabalhar até morrer, seja para tentar se aposentar, seja para pagar uma universidade que deveria ser pública.

É nesse cenário que ocorreu na Unicamp uma Assembléia histórica, com quase 10 mil pessoas entre estudantes, trabalhadores e professores, para rechaçar os ataques à educação que vêm impondo o governo Bolsonaro. Uma assembleia muito importante, que, pelo seu tamanho e a força moral que expressou, são um ponto de apoio para lutar contra os ataques, podendo unificar estudantes, trabalhadores e professores por um plano de lutas. Como aproveitar isso?

Nós da Faísca, viemos batalhando desde o começo para que nesta assembleia todos tivessem direito à voz e voto, colocando a necessidade de rechaçar os fundos patrimoniais bem como de que fosse garantida a participação dos terceirizados, tendo os mesmos direitos que qualquer trabalhador da Unicamp.

Uma grande radicalidade se expressou na assembleia, com dois momentos marcantes. O primeiro quando o representante da prefeitura de Campinas de Jonas Donizette (PSB) foi vaiado e boa parte da assembleia cantou contra as propostas de militarização das escolas, proposta pelo prefeito seguindo a receita de Bolsonaro.

Outro importante momento foi quando um trabalhador terceirizado tomou a fala para dizer da exclusão que a reitoria fazia deles nesta assembleia, nem os convidando para participar, e expressou-se contra a demissão dos 330 terceirizados da Funcamp.

É possível defender a universidade pública demitindo 330 trabalhadores? Essa foi a pergunta que a Faísca fez na assembleia chamada pela reitoria. Knobel não liberou os terceirizados. Ao contrário, aumentou o tempo de trabalho nos bandejões. A potente fala do trabalhador terceirizado é só o começo de uma luta que ainda está se gestando na universidade, e que estaremos lado a lado dos trabalhadores.

Mostrando a força dessa luta, estudantes saíram em ato até o bandejão e realizaram um pula catraca contra a demissão dos 330 terceirizados da Unicamp. Nós da Faísca, fazemos um grande chamado ao DCE, STU e Adunicamp para encampar conosco uma grande campanha democrática contra as demissões, para garantirmos que não haja nenhuma família na rua, sem reduções salariais ou de direitos e pela efetivação imediata dos trabalhadores terceirizados sem concurso público.




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