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CONFERÊNCIA DA FT

As batalhas da FT-QI

quinta-feira 29 de março| Edição do dia

Nos últimos dois anos, a FT mudou sua fisionomia, tanto pelo desenvolvimento do PTS na Argentina, como pelo avanço de vários de seus grupos. O desenvolvimento da rede internacional de diários, da qual o Esquerda Diário é a seção brasileira, foi um elemento fundamental neste sentido (atualmente em inglês, francês, alemão, castelhano, português, catalão e uma seção em turco). A novidade que o desenvolvimento dos diários digitais introduziu é que permitiu, em diferentes níveis, uma projeção política de várias das organizações da FT, para além do PTS.

A isso se soma o fato de que nos últimos tempos, tanto no México (no MTS), como no Chile (PTR), obtiveram algum tipo de legalidade para se apresentar nas eleições. No Brasil (MRT), a partir de candidaturas democráticas participaram das eleições, na França, como parte do NPA, com um papel importante na última campanha presidencial. Tudo isso com o objetivo de se fortalecer para a luta de classes e agitando um programa transicional de independência de classe contra os capitalistas.

Desde a X Conferência em 2016 e a reunião especial a princípios de 2017, a FT interveio ativamente em processos importantes a nível internacional, como a luta contra as reformas no Brasil, que retrocedeu graças ao desgaste fomentado pela direção do PT e da CUT; também, na medida de suas forças, no Estado Espanhol e na Catalunha, intervindo no processo independentista (lançando o Esquerra Diari, em catalão); e mais recentemente nos acontecimentos de dezembro de 2017 na Argentina. Interveio em importantes processos da luta de classes, como a CCR (Corrente Comunista Revolucionária) na greve dos terceirizados ferroviários da empresa ONET, uma das mais longas greves na história ferroviária na França, cujo triunfo foi um exemplo de luta contra a precarização trabalhista.

Por outro lado, na reunião especial da FT, tínhamos ratificado e atualizado o chamado a construir um Movimento por uma Internacional da Revolução Socialista – Quarta Internacional (MIRSQI).

Conscientes da magnitude da tarefa, contra toda auto-proclamação sectária, sustentamos que a construção de partidos operários revolucionários e a colocada de pé de uma internacional da revolução social (que para nós implica a refundação da IV Internacional sobre bases revolucionárias), não será produto do desenvolvimento evolutivo de nossas organizações nem de nossa tendência internacional, e sim resultado da fusão de alas de esquerda das organizações marxistas revolucionárias e setores da vanguarda operária e juvenil que se orientem em direção à revolução social.

Ainda que a realidade não tenha dado ainda grandes tendências deste tipo com as quais confluir, o chamado do MIRSQI teve sim um importante resultado na aproximação com os companheiros da FIR (Frazione Internazionalista Rivoluzionaria) da Itália, com os quais a FT-QI está levando adiante um comitê de enlace. A FIR provém do PCL (Partito Comunista dei Lavoratori, ex-membro da corrente internacional impulsionada pelo PO da Argentina), seus militantes constituíam a maioria da juventude de tal partido. Tem militância em Roma, Nápoles e Bolonha, publica o diário digital La Voce Delle Lotte. Também se deu a aproximação com os companheiros de Resistencia Sur, do Peru, com os quais a FT vem desenvolvendo discussões estratégicas e programáticas, e atividades comuns (através do impulsionamento do Pão e Rosas Peru, em torno do La Izquierda Diario, etc.), e mais recentemente com os companheiros da Organização Socialista, da Costa Rica – provenientes da corrente Socialismo ou Barbárie – que participaram com uma delegação, tanto no seminário sobre estratégia, como na Conferência da FT.

No caso dos EUA, foi o trabalho político que a FT tinha discutido de hierarquizar na Conferência anterior. O Left Voice avançou em sustentar um diário em inglês que já é referência entre a esquerda e a vanguarda, com vários números da revista impressa do Left Voice, e companheiros que se aproximaram através do diário (alguns dos quais viajaram este ano para conhecer a Argentina e o PTS), começando suas primeiras experiências na luta de classes e na luta política por influenciar a milhares de jovens que hoje vão em direção a esquerda nos Estados Unidos.

O “centro de gravidade” na luta de classes

Este desenvolvimento dos grupos da FT fez dela uma realidade mais complexa. Por um lado, o PTS, atualmente, se coloca o desafio de assentar as bases para um partido de vanguarda na Argentina. Em um segundo nível, há as ligas de propaganda e ação no Brasil, Chile, México e mais recentemente na França, a CCR, que vem se fortalecendo dentro da ala esquerda do NPA. Em um terceiro nível, existem os grupos de propaganda com traços de ação no Estado Espanhol, na Bolívia e na Alemanha. E num quarto nível, grupos iniciais, nos Estados Unidos, Uruguai e Venezuela. Dentro de cada um destes níveis, diferentes realidades que marcam cada uma das diversas situações nacionais.

Em sucessivas conferências discutimos como os grupos da FT não passariam pelo mesmo desenvolvimento do PTS, com suas diferentes etapas. Nesta chave, discutimos a proletarização de nossas organizações e o desenvolvimento dos diários digitais em cada país. Agora existe o perigo de que o desenvolvimento dos diários, assim como a apresentação de candidaturas eleitorais, que projetam a agitação política do nosso programa “por cima”, nos consuma mais forças do que necessárias.

Um eixo central das discussões da XI Conferência foi como aproveitar até o final todos estes avanços que os diferentes grupos conquistaram para consolidar o “centro de gravidade” de nossas organizações na luta de classes.

Neste marco, temas centrais que fazem parte da orientação de nossas organizações foram debatidos: (a) a relação entre propaganda e construção, (b) a importância do desenvolvimento e consolidação de “bastiões”, (c) o neorreformismo como obstáculo fundamental para o desenvolvimento de organizações revolucionárias, (d) o combate por orientar os “movimentos” de massas (movimento de mulheres, democráticos, etc.) em direção à luta de classes, e (e) aprofundar e ampliar a produção teórica da FT.

A luta contra o neorreformismo

Uma consequência da crise de 2008 e das tendências à “crise orgânica” foi o desenvolvimento de correntes neorreformistas que se localizam à esquerda dos partidos socialdemocratas convertidos em social-liberais. Diferentemente do reformismo clássico, estas correntes neorreformistas não se baseiam no movimento operário, e sim em setores das classes médias “progressistas”, jovens precários, trabalhadores públicos e estudantes. Recentemente nas eleições do Chile emergiu a Frente Ampla como variante neorreformista, na França esta vem sendo encarnada por Mélenchon e a França Insubmissa. Alguns dos partidos neorreformistas já mostraram para onde vai a sua estratégia, como o Syriza na Grécia que aplicou o ajuste da troika, ou o Podemos no Estado espanhol, que ainda que mantenha caudal eleitoral, já não desperta grandes ilusões (participa em vários governos locais com o PSOE e está integrado ao regime). Outros expressam um giro a esquerda de amplos setores da juventude e uma tendência à militância, como o DSA (Democratic Socialists of America) nos Estados Unidos que canalizou em grande medida o “fenômeno Sanders”, ou o Momentum no Partido Trabalhista da Grã-Bretanha, referenciado na figura de J. Corbyn, que organiza algumas centenas de milhares de jovens.

Sobretudo nos lugares em que são fenômenos militantes, queremos ter diálogo com os setores de esquerda destas correntes e os milhares de jovens que ao seu redor despertam para a vida política, discutindo por que é necessária uma estratégia e um programa socialista revolucionário e por que não é possível um caminho de reforma do sistema capitalista, combatendo a estratégia de administrar o capitalismo que, como já foi mostrado pelo Syriza, só pode levar à derrota e desmoralização.

Estes tipos de fenômenos exercem uma importante pressão sobre a esquerda, fomentando a ilusão do crescimento por “espaços eleitorais”. Uma amostra recente disso é o giro à direita da maioria da direção do PSOL, no Brasil, como denunciam os companheiros do MRT, assinando um manifesto programático conjunto com o PT, PSB, PDT e PCdoB (ver aqui).

Na Argentina ocorre a particularidade de que as tentativas de forjar uma força política do estilo do neorreformismo fracassaram. Por um lado, pelo discurso reformista do kirchnerismo, mas também, pela esquerda, pela existência e consolidação da Frente de Esquerda dos Trabalhadores (FIT) como alternativa de peso desde 2011 em diante. Isso diferencia, em boa medida, a Argentina da maioria dos países onde a FT-QI deve enfrentar variantes do tipo neorreformista (Chile, Estado Espanhol, etc.).

O neorreformismo é uma barreira contra a construção de partidos revolucionários. Para superá-la, há só uma forma: o combate político e na luta de classes. As eleições, ainda que sirvam para que a agitação revolucionária possa chegar mais longe, não abrem espaços políticos para além daqueles que os revolucionários sabem fazer a partir da própria luta de classes.

O PTS, que encabeçou a FIT desde 2015, não “emergiu” a partir de um espaço eleitoral, e sim através de sua estruturação no movimento operário e de importantes momentos da luta de classes, nos quais “se jogou” de cabeça. Assim, a conformação da FIT esteve precedida por lutas emblemáticas, como a luta da Kraft (contra as demissões) em meio a crise de 2009; a importante eleição de Nicolás Del Caño, em 2015, esteve precedida da enorme luta da fábrica de autopeças Lear, onde foi reprimido em várias oportunidades, ao apoiar os trabalhadores. Algo similar à conquista (pela primeira vez na história da FIT) de dois deputados federais pela província de Buenos Aires em 2017, que teve como antecedente a grande luta dos trabalhadores da PepsiCo desse mesmo ano, a qual antecipou o conflito que se expressaria nas mobilizações do 18D contra a reforma da previdência.

Vincular os movimentos de massas à luta de classes

Em 1938, no Programa de Transição, Leon Trotsky declarava que a renovação do movimento revolucionário naquele momento viria pela juventude e pelas mulheres trabalhadoras. As massivas mobilizações deste 8 de março – combinadas com paralisações parciais em alguns setores – que atravessaram muitos países do mundo, mostram que hoje também está colocada aquela hipótese estratégica.

Nossa corrente internacional é parte ativa deste movimento e há anos que lutamos dentro dele para construir um feminismo socialista. A agrupação Pão e Rosas, impulsionada pelos grupos da Fração Trotskista pela Quarta Internacional e independentes, tem presença na Argentina, Chile, Brasil, México, Estado Espanhol, Bolívia, Alemanha, França, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela, Peru e Costa Rica. Em países como Argentina e Chile, onde o movimento de mulheres mobiliza centenas de milhares de pessoas, o Pão e Rosas constitui a principal corrente militante de mulheres.

Quando Trotsky escreveu o Programa de Transição, as organizações oportunistas deixavam de lado os jovens e as mulheres, se concentrando nas camadas mais privilegiadas da classe trabalhadora. Durante a ofensiva neoliberal isso mudou. Atualmente encontramos junto às burocracias sindicais, que se concentram nas camadas mais altas do proletariado, uma série de burocracias dos “movimentos” que atuam, separando artificialmente as lutas pelos direitos civis ou “sociais” do conjunto das demandas da classe trabalhadora, quando é um fato que a exploração e a opressão estão cada vez mais imbricadas. Por exemplo, no caso do movimento de mulheres, este se sobrepõe (ainda que a exceda) com uma classe trabalhadora que se feminizou exponencialmente.

Frente a estas burocracias, se por um lado há uma luta de programas e estratégias para o movimento, esta deve ser acompanhada necessariamente com a luta por levar o movimento de massas – onde seja – à luta de classes, não em forma meramente discursiva, mas na prática. Um exemplo embrionário neste sentido foi a vinculação que impulsionou a CCR na França, entre a greve em ONET e a assembleia de mulheres #metoo. Outro exemplo, pouco depois da Conferência terminar, foi a ligação impulsionada pelo Pão e Rosas na Argentina entre a marcha do 8M e as enfermeiras do Hospital Posadas (um dos maiores hospitais do país) que se encontram lutando contra as demissões, com cortes de rua no centro da cidade que permitiram grande transcendência do conflito e obrigaram o governo a recebê-las.

O desenvolvimento de “bastiões”

A construção de um partido revolucionário não passa pela mera “engorda” de um aparato, e sim tem relação estrita com o desenvolvimento das tendências mais progressivas que dá a realidade, como abordado pelos revolucionários Lênin, Luxemburgo ou Trotsky.

Na escala de nossas organizações, orientamos nossa própria intervenção nesse sentido. A condição para fazê-lo é poder concentrar forças em determinadas estruturas para desde aí “mostrar” nossa política na intervenção na realidade. Se os diários deram às organizações da FT uma “voz” para a agitação política, o desenvolvimento de “bastiões” (com referências, militantes, agrupação e influência) é fundamental para poder concentrar forças e conquistar uma “vitrine” para mostrar uma alternativa de luta consequente e com independência de classe.

A recente intervenção dos camaradas da CCR na greve da ONET, mostra que inclusive partindo de um punhado de militantes e simpatizantes nos ferroviários, concentrando a força da organização, do diário Révolution Permanente, articulando “frentes únicas” parciais, conseguindo aliados “democráticos”, vinculando o conflito com a assembleia de mulheres #metoo ou a nível populacional, como no bairro popular de Saint Denis, entre outras medidas, permitiu à CCR se ligar a um setor de trabalhadores que queriam combater e conseguir um triunfo que constitui um exemplo de luta contra a precarização.

Como dizia Clausewitz, não é só um problema de ser forte em geral, mas sobretudo de ser forte no ponto decisivo. Este é o “princípio” de concentração de forças que tanta relevância tem para o combate.

O desenvolvimento dos diários é chave para concentrar a intervenção política diariamente, de forma acessível a todo militante, simpatizante, etc. a nível nacional, buscando amplificar nossa política para influir o mais amplamente possível. Por outro lado, se trata de estabelecer uma estreita relação com o desenvolvimento de “bastiões”, que nos permitam nos construir e nos tornar mais fortes em determinados lugares, e não meramente nos construir com gente solta “daqui e de lá”.

A propaganda e a construção de organizações revolucionárias

Em situações de baixo nível de luta de classes, onde a quase totalidade da atividade militante se dá nos marcos impostos pelo regime (regime sindical, regime eleitoral, movimentos sociais), a propaganda revolucionária é um dos componentes essenciais para forjar militantes e quadros revolucionários conscientes.

Como uma ferramenta para fortalecer este aspecto, colocaremos de pé uma “universidade virtual”, onde haja materiais (tanto com conteúdo audiovisual, como escrito) para colaborar com a formação marxista em todos os níveis, desde o mais básico, até os mais avançados, a princípio em castelhano para em seguida explorar a possibilidade de incluir outros idiomas. Esta seria somente uma ferramenta. O fundamental é a combinação entre a propaganda e a relação personalizada que busca se chocar e quebrar as lógicas gradualistas inerentes às atividades por dentro do regime, sendo a única forma de ampliar as forças de nossas organizações e transformar a militância superficial de “movimento” (votar em eleições nacionais ou sindicalmente, ir a um e outro evento) em militância partidária leninista.

Para construir organizações revolucionárias desde agora, não são suficientes as consignas que levantamos nas campanhas eleitorais ou na participação nas lutas, por mais importantes que sejam. Não há nada que substitua a explicação paciente aos que queremos que se integrem às nossas organizações da necessidade de destruir o velho aparato do Estado burguês, da necessidade do governo dos trabalhadores, da revolução proletária (nacional em sua forma e internacional em seu conteúdo), das raízes da opressão e da exploração capitalista e a nossa perspectiva do comunismo.

Neste sentido, podemos interpretar parte da batalha teórico-política desenvolvida por Lenin nas discussões de O que fazer?, em que um dos seus aspectos mais controversos era a declaração – retomada em forma “sui generis” de Kautsky – sobre a necessidade de que o socialismo fosse introduzido “desde fora” pela propaganda. Longe das vulgarizações daqueles que interpretam como uma justificativa para falar “desde fora” das fábricas, a discussão de Lenin era contra os “economicistas” (e depois contra os mencheviques que cediam a eles) que sustentavam que era necessário atuar como funcionários sindicais e assim lutar somente pelas reivindicações mínimas dos trabalhadores.

Obviamente essa “mecânica” da consciência, em que o que não é sindicalismo vem “de fora” por meio da propaganda, não é uma constante, e sim está em estreita relação com o desenvolvimento de determinadas situações políticas, como demonstrou o próprio desenvolvimento dos Sovietes na Rússia, dos quais Lenin escreveu em 1905. Entretanto, quando não estamos diante de situações claramente pré-revolucionárias ou revolucionárias (na Argentina, por exemplo, começa a haver elementos neste sentido), o apontamento de Lenin é uma advertência de primeira ordem para levar efetivamente adiante nosso objetivo de construir organizações verdadeiramente revolucionárias e não partidos que sejam a somatória de “movimentos” (estudantil, mulher, operário, etc.).

“Tribunos do povo”

Para Lenin, o militante socialista nas fábricas (e nos diferentes âmbitos de intervenção) devia cumprir o papel de “tribuno do povo” e não atuar como mero “delegado sindical”, para elevar todos os setores sociais, dirigidos pelos trabalhadores, com luta política contra a autocracia (tzarismo). Hoje poderíamos dizer algo similar a respeito dos movimentos (sociais, por direitos civis, etc.) em que o proletariado deve ter correntes socialistas para elevar todos na luta contra o capitalismo imperialista, seus governos e regimes.

Também neste caso, há aqueles que vulgarizam essa ideia de “tribuno do povo”, transformando-a em uma espécie de “denuncismo” de esquerda. Mas para Lenin era muito mais do que isso. O “tribuno”, dizia, devia ser “capaz de generalizar todos esses fatos e oferecer um quadro único da brutalidade policial e da exploração capitalista; capaz de aproveitar o menor detalhe para expor diante de todos suas convicções socialistas e suas reivindicações democráticas, para explicar a todos a importância histórica mundial da luta emancipadora do proletariado” (O que fazer?).

Desde este ponto de vista, não se trata de desenvolver campanhas políticas por um lado, organização por outro, e reservar a propaganda para os cursos, e sim de estabelecer uma estreita relação entre os diferentes términos da prática política dos revolucionários.

Neste sentido, por exemplo, a declaração sobre a redução da jornada de trabalho com um salário que cubra as necessidades dos trabalhadores, é uma declaração que cobra grande transcendência frente à discussão mundial que se desenvolve atualmente sobre o problema do trabalho, em que só existem três saídas: (a) a saída que os diversos governos apontam com as reformas trabalhistas para aprofundar a ofensiva neoliberal, (b) a “reformista”, colocando a saída na renda universal – em suas diferentes variantes –, mais além de que se tenha trabalho ou não, e que no melhor dos casos se trataria de espécies de subsídios estatais com montantes mais elevados ao invés de uma maior precarização e exploração do conjunto da classe operária, ou (c) a redução da jornada de trabalho com um salário de acordo com a canastra familiar e o reparto das horas de trabalho mediante o ataque ao lucro dos capitalistas, e em perspectiva, avançar a reduzir a jornada de trabalho mediante a expropriação dos capitalistas (e utilizando os grandes avanços tecnológicos que o capitalismo é incapaz de generalizar) com um governo operário que planifique a economia não em função do lucro capitalista, mas sim das necessidades sociais (Ver: “Sobre ‘antiutopias’ e barbárie capitalistas”).

Durante grande parte do século XX a palavra comunismo foi bastardeada pelo stalinismo, agora é uma questão de primeira ordem para os revolucionários tornar “desejáveis” os objetivos do comunismo.




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