Gênero e sexualidade

8 DE MARÇO

As 5 homenagens mais hipócritas e machistas deste 8 de março

quinta-feira 8 de março| Edição do dia

No dia internacional de luta das mulheres, é comum ver direitistas tentarem se apropriar deste dia para propagar políticas que são, na realidade, contra as mulheres. Mas tem alguns que vão além. Trazemos os 5 momentos machistas mais marcantes deste 8 de março.

1. Superexploração 100% feminina no fast-food

Para "homenagear as mulheres" neste 8 de Março, o McDonald’s lançou cartazes promocionais anunciando que em suas lojas há trabalho 100% feminino. "Força Feminina", é o que o McDonald’s aprendeu a explorar como ninguém, garantindo salários baixíssimos para mulheres em escalas de até 12h por dia, lucrando terrivelmente com a reforma trabalhista. Ano passado, a mesma empresa demitiu um funcionário nos Estados Unidos por descobrir mofo em sua máquina de sorvete. "Amo Muito tudo isso", só que não.

2. Demagogia do Presidente Golpista

Em evento no Palácio do Planalto cheio de cartas marcadas, muito poucas porque seu governo é composto por uma esmagadora maioria de homens, Temer discursou dizendo que apoia as mulheres... o mesmo apoiado por umas centenas de deputados dispostos a atacar as mulheres dia e noite, querendo enfiar goela abaixo o estatuto do nascituro e outros projetos reacionários, sem contar os brutais ataques às mulheres trabalhadores com a reforma trabalhista, que até trabalho insalubre para mulheres grávidas legalizou, além da terceirização irrestrita para explorar as mulheres, em sua maioria negras, no telemarketing, nas empresas terceirizadas, nas confecções país afora.

Um show reacionário, aonde a única Ministra mulher do governo, depois, disse ainda que "devagarinho as mulheres chegam lá", vide a situação dela. Tem que ter muito estômago para aguentar tanta demagogia.

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3. Novamente o golpista, exaltando a "mulher esposa"

Em outra manifestação, ainda no mesmo horário do dia, Temer soltou em suas redes sociais uma "homenagem às mulheres", fazendo da esposa o "exemplo" de sua concepção de mulher, "bela, recatada e do lar", como costumam dizer os machistas deste governo (os mesmos que foram alimentados pelo PT durante anos).

4. Depois de balas, perseguição e criminalização, exército dá "flores" em intervenção no RJ


Foto: Pablo Jacob / O Globo

Depois de obrigar o fichamento de moradores, de invadir seus celulares, exigir plenos poderes para não haver uma "comissão de verdade" e poderem reprimir à vontade com a intervenção, o exército "homenageou" as mulheres dando as famosas flores do 8 de março. Estas mulheres guerreiras provavelmente receberam as flores por educação. O que elas gostariam de verdade é não perderem seus filhos pelos assassinatos cometidos pelos policiais que tem como alvo privilegiado o jovem negro, assim como também com as balas do tráfico, ficando no meio do fogo cruzado em operações policiais que não dão a solução para o problema da violência, pelo contrário, acirram os conflitos sem dar resposta para a crise social, o desemprego e a pobreza vivida nas favelas.

A intervenção federal no Rio de Janeiro tem como principal alvo a população pobre e negra, e são as mães negras e pobres as que mais sofrem diretamente com este tipo de política. Enquanto isso, os verdadeiros criminosos estão no governo e são os verdadeiros responsáveis pela pobreza que os enriquece ao mesmo tempo que produz miséria e violência nas favelas.

5. Cílios em semáforos e maquiagem para as mulheres


Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Curitiba inovou, colou cílios nos semáforos e distribuiu maquiagens às mulheres. Promovido pelo governo estadual em parceria com a prefeitura, o trabalho poderia ser considerado algum tipo de inovação conceitual dos utensílios urbanos. Isso se o estado do Paraná não tivesse sido o palco de 119 feminicídios em 2017, enquanto que a capital, Curitiba, registra 16 casos de violência contra a mulher por dia. Claramente, o poder público é responsável por não atuar em defesa das mulheres, que tem a necessidade imediata de um plano de emergência para combater a violência contra a mulher.




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