Política

PODCAST FEMINISMO E MARXISMO E A BANCADA REVOLUCIONÁRIA

Apresentadora do podcast Feminismo e Marxismo é candidata a vereadora em São Paulo

Diana Assunção, fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas e apresentadora do podcast “Feminismo e Marxismo” está concorrendo às eleições para vereador em São Paulo como parte da bancada revolucionária de trabalhadores do MRT.

quinta-feira 15 de outubro| Edição do dia

Há mais de dez anos, Diana Assunção, quando era estudante de História na PUC-SP, começou a atuar junto com outras companheiras em defesa das trabalhadoras terceirizadas daquela universidade, que enfrentavam condições de trabalho precárias, humilhação e salários baixíssimos. Era o início da história do Pão e Rosas Brasil, que, se inspirando na organização das mulheres argentinas que haviam fundado a organização de mulheres Pan y Rosas, se colocava na defesa das mulheres trabalhadoras e de um feminismo marxista.

Depois disso, Diana se tornou funcionária da Universidade de São Paulo, onde ocupou o cargo de diretora do Sindicato de Trabalhadores da USP (Sintusp), dentro do qual atuou para fundar sua secretaria de mulheres, construindo um debate, um programa e uma atuação cotidiana em relação à questão das mulheres trabalhadoras dentro e fora da universidade, lutando por demandas fundamentais, tais como contra o fechamento das creches na universidade, pela efetivação das trabalhadoras terceirizadas, pela legalização do aborto, contra os ataques à educação, entre tantas outras lutas fundamentais.

Foi na USP também que Diana, já atuando ombro a ombro com seus companheiros na bancada revolucionária (Marcelo Pablito, trabalhador do bandejão da USP e que também foi membro do Sintusp, e Letícia Parks, que era estudante de Letras na mesma universidade), participou ativamente da organização das lutas das trabalhadoras terceirizadas. Essas trabalhadoras, dentro da maior universidade e mais rica universidade do país, sofriam com salários atrasados, assédio, todo tipo de precarização.

Não apenas na luta, mas também na elaboração teórica, no registro dessa história, Diana foi ativa: organizou livros como “A precarização tem rosto de mulher” sobre a luta das terceirizadas na USP, entre outros.

Para levar adiante a luta pela emancipação das mulheres trabalhadoras, Diana também se tornou apresentadora do podcast “Feminismo e Marxismo”, que já conta com 35 programas, nos quais Diana recebe como convidadas as mulheres do Pão e Rosas, que tratam de temas como os debates teóricos do feminismo, as grandes revoluções, a história de mulheres revolucionárias, os debates políticos contemporâneos, entre outros.

Segundo Diana, o podcast tem como principal objetivo contribuir como uma ferramenta para as mulheres que desejam se organizar politicamente e se apropriar do feminismo marxista como instrumento para sua luta: “Tratamos de temas distintos, mas nosso objetivo nunca é o de ser um programa de ‘curiosidades’: as mulheres e também os homens têm muito a aprender com a história de grandes lutadoras, com a atuação das mulheres como linha de frente em grandes processos revolucionários, com os debates que se colocam em dois séculos de história do feminismo. Muitas de nossas ouvintes nos escrevem agradecendo pela oportunidade de conhecer essas ideias e essa história, dizendo como contribui diretamente para avançarem em sua organização política para combater o capitalismo e o patriarcado”, disse.

Nessas eleições, junto com Marcello Pablito e Letícia Parks, Diana concorre ao cargo de vereadora pela bancada revolucionária de trabalhadores do MRT. Ela nos conta como isso se relaciona ao podcast que apresenta: “O terreno eleitoral e o programa Feminismo e Marxismo são frentes de batalha em uma mesma guerra contra esse sistema de exploração e opressão que é o capitalismo. Nas eleições, levamos nossas ideias e propostas para todos os cantos da cidade, abrindo debates com novas pessoas, criando comitês onde as pessoas atuam na campanha avançando politicamente como sujeitos políticos. Nosso programa está profundamente voltado às lutas das mulheres trabalhadoras, lutando desde as questões mais elementares, como o direito a creche, mostrando como isso não pode se dar sem o enfrentamento aos mecanismos reacionários desse regime, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, e sem levantar uma guerra a esse regime político como um todo, lutando por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, com a organização das mulheres trabalhadoras e jovens ao lado do conjunto dos setores explorados e oprimidos. Nosso podcast também leva essas ideias por todo o país, inclusive fizemos um programa especial com a entrevista a todas as candidatas do MRT e do Pão e Rosas nessas eleições. Por isso, ao digitar o número 50200 nas urnas, o que está colocado é uma medida entre tantas outras para fortalecer esse projeto militante que vai muito além das eleições.”




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