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Após 4 anos sem reajuste para os professores, Alckmin quer lei para congelar por mais dois

Em regime de urgência na assembleia legislativa, Projeto de Lei pode congelar até mesmo carreira de todos os servidores do estado de São Paulo.

segunda-feira 30 de outubro| Edição do dia

Geraldo Alckmin segue em sua campanha implacável contra os servidores do estado de São Paulo, em especial contra os professores. Após 4 anos sem oferecer qualquer reajuste aos professores, agora o governador quer proibir qualquer tipo de aumento real no salário pelo período de dois anos.

O projeto de lei 920/2017, encaminhado a pedido do executivo do estado no começo de outubro, está tramitando em regime de urgência. Para renegociar suas dívidas com a União, flexibilizando prazos, o estado oferece em contrapartida o comprometimento de não aumentar seus gastos.

Esse projeto segue a mesma lógica da Emenda Constitucional 95, aprovada pelo governo golpista de Michel Temer, que congela os investimentos públicos por 20 anos e que ficou conhecida como PEC do Teto ou PEC da Morte.

Na prática, significa que todos os servidores, incluindo os professores, terão as suas evoluções funcionais e suas carreiras congeladas. Ficam suspensos o pagamento de quinquênios, da sexta-parte, progressão acadêmica e não acadêmica, bem como todas as progressões previstas em cada carreira, se configurando como cruel arrocho nos salários desses servidores.

Além disso, o projeto ainda propões ampliar a contribuição previdenciária de 11% para 14%, valor que se será subtraído dos salários dos servidores.

Apenas calculada a perda inflacionária dos últimos 4 anos, os professores já tiverem uma perda do seu poder de compra em 25%. Se aprovado, o Projeto de Lei poderá criar uma situação ainda mais devastadora nos rendimentos, que já são muitos baixos, dos professores e servidores públicos.




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