Sociedade

MULHERES NAS CIÊNCIAS

Aos 83 anos do falecimento de Marie Curie

Em 4 de julho de 1934 falecia Marie Curie, uma genial cientista, pioneira no ramo da radioatividade, sendo a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, além de ser a primeira pessoa e única mulher a ganhar dois Nobéis.

terça-feira 4 de julho| Edição do dia

Nascida Maria Sklodowska em Varsóvia, na Polônia, em 1867, filha caçula de um casal de professores secundários. Em 1891, Madame Curie mudou-se para Paris, estudando física e matemática na Sorbonne.

Conheceu Pierre Curie em 1894, que era professor na faculdade de Física e passaram a estudar radioatividade. Em 1896 Henri Becquerel incentivou-a a estudar radiações emitidas por sais de urânio. Em 1898, junto com Pierre e Becquerel descobriram que havia dois elementos mais radioativos que o Urânio: o Polônio e o Rádio.

Ganhou o Nobel em Física junto a Pierre Curie e Antoinie Henri Becquerel em 1903, quando doutorou-se em Ciências.

Madame Curie relatava dificuldades em conciliar a pesquisa científica com a vida:

“Frequentemente tenho sido
questionada, especialmente por
mulheres, sobre como consegui
conciliar família com minha vida
científica. Pois bem, não tem
sido fácil.”
Marie Curie - 1905

Posteriormente, em 1911 ganhou o Nobel em química. Ainda assim, não foi eleita sócia pela academia de ciências de Paris. Em 1914, torna-se diretora do Laboratório Curie no Instituto do Rádio na Universidade de Paris. Sua filha, Irene Curie também recebeu o prêmio Nobel em 1935, no entanto, Marie falece de leucemia em 1934.

Importante relembrar um pouco da trajetória desta grande mulher, aos 83 anos do seu falecimento, especialmente pelo fato do mundo científico ainda se tratar de um terreno complexo para as mulheres, dada a necessidade do tempo dedicado ao estudo em diversas áreas, da importância da atualização constante do que vem sendo publicado, às tecnologias desenvolvidas, o modo como absorvê-las e ensiná-las, assim como as decisões éticas sobre determinado tema.

Além do contexto atual, em que “o fazer ciência” se torna algo cada vez mais complexo, diante da importância da descoberta de dados relevantes e dos ritmos distintos do surgimento dos insights entre os pesquisadores e as remarcadas exigências de publicações rápidas nas diversas áreas do conhecimento.




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