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Eleições de DCE USP 2022 | Ao Rebeldia/PSTU: por uma convenção programática para as eleições DCE-USP

As eleições para o DCE da USP serão nos dias 7, 8 e 9 de junho. Nós da Faísca Revolucionária viemos chamando a construção de uma convenção programática que possa debater os pontos de programa para conformar uma chapa de oposição à atual gestão, contra Bolsonaro e os militares, contra a situação precária imposta pela Reitoria e independente da política petista de alianças com a direita. Na última semana a corrente Rebeldia/PSTU soltou uma nota que ao final continha um chamado às organizações de esquerda para construção de uma chapa comum. Dialogamos aqui com essa nota. Frente às declarações e iniciativas de correntes políticas na USP, especialmente a Rebeldia/PSTU que constrói conosco o Polo Socialista Revolucionário nacionalmente, reforçamos esse chamado.

quarta-feira 25 de maio | Edição do dia

IMAGEM: Reprodução

Em duas semanas começam as eleições para o DCE da USP, entidade que representa todos os mais de 60 mil estudantes da graduação da Universidade estadual de São Paulo, que atualmente é dirigida pela gestão Nossa Voz, composta pelas juventudes do PT, PCdoB e Levante Popular da Juventude. O processo eleitoral não acontece desde 2019, permanecendo a mesma gestão durante toda a pandemia.

Nesta última semana, parte das correntes e movimentos políticos que atuam na USP começaram a colocar as análises que fazem do movimento estudantil nos últimos dois anos de pandemia, da atual gestão petista. O Rebeldia (PSTU) veio colocando sobre a necessidade de construir uma chapa de esquerda e de oposição à atual que seja mais forte, se colocando abertos a debater chapas unitárias.

Pra nós da Faísca Revolucionária, essa chapa precisa ter um conteúdo de, ao se opor à atual gestão PTista, apresentar uma alternativa que justamente aposte na autoorganização estudantil, aliada aos trabalhadores, e não na confiança na reitoria como a atual gestão faz, fruto da concepção que têm das entidades estudantis, que se reflete nas alianças e confiança que tem nacionalmente o PT.

O conteúdo dessa chapa de oposição precisa ser debatido num espaço democrático, por isso para nós qualquer unidade nessas eleições tem que passar por uma convenção programática para que possamos debater qual o conteúdo de uma chapa de oposição nesse momento, como expressamos mais no chamado que fizemos aqui e em passagens em sala e panfletagens que realizamos em diversos cursos na última semana.

Como parte dessa iniciativa que nós da Faísca viemos apresentando de chamado a uma convenção programática, queremos, neste texto, debater especialmente com o Rebeldia, agrupação estudantil do PSTU, que constrói conosco o Polo Socialista e Revolucionário nacionalmente. Nos últimos dias, foi publicada uma nota no site do PSTU que apresenta pontos de programa que eles vêm como fundamentais de serem levantados por uma chapa de oposição hoje, e como encarar este desafio.

Quando os companheiros dizem em seu texto que “Chamamos a todos os estudantes para a construção de uma chapa disposta a resgatar o DCE para o caminho da luta, contra qualquer subordinação da nossa entidade à conciliação de classes ou qualquer governo que ataque a Educação, que não vacile frente aos riscos que o bolsonarismo e a ultradireita representam nesse momento para a juventude e para os trabalhadores! Chamamos também as forças políticas da oposição para debatermos a construção de um novo DCE – temos muitas diferenças programáticas e políticas com várias dessas organizações, e respeitamos elas”, vemos uma oportunidade de realmente concretizarmos esse debate político e programático, que, como colocamos abaixo, se apoiam em pontos de acordo fundamentais mesmo com diferenças que existem. Pontos de acordo que se apoiam na importância da independência do movimento estudantil para derrotar Bolsonaro, sem conciliação de classes, nem confiança na reitoria.

Achamos de suma importância a discussão que os companheiros fazem sobre a necessidade de construir um movimento estudantil democrático, combativo, que organize os estudantes pelas suas demandas dentro e fora da universidade, e que seja aliado aos trabalhadores, nesse sentido viemos atuando frente a todas as mobilizações e focos de resistência que os trabalhadores, em meio ao governo de Bolsonaro, ataques e crise, vieram travando, dentro da USP, como dos funcionários do HU em 2020 e 2021 por EPIs, contratação, testes e vacina de Covid 19, assim como fora da USP, em greves, paralisações, dentre outras mobilizações que vemos que deve ser parte dos desafios do movimento estudantil da USP apoiar e fortalecer.

Somente com nossa autoorganização, aliada aos trabalhadores, conseguiremos impor cada uma das demandas de permanência que hoje vemos ameaçadas, quando não cortadas pela reitoria, mesmo que na cara dessa nova gestão. Por isso mesmo não podemos confiar na burocracia universitária como veio fazendo a atual gestão do DCE, Nossa Voz, composta pelo PT, PCdoB e Levante Popular da Juventude. Concordamos com as críticas que os companheiros fazem à atual gestão PTista que justamente apostou muito mais em confiar na reitoria do que na força dos estudantes organizados, ficando 8 meses sem chamar uma assembleia geral, além de frente os ataques à educação e os atos pelo Fora Bolsonaro, não mobilizou os estudantes, justamente por conta da política que nacionalmente o PT e PCdoB tiveram e têm de ir desgastando o governo federal para apostar tudo na eleição de Lula neste ano, o que se mostra também nas demais entidades que dirigem, como a CUT, CTB e a UNE que representa todos os estudantes universitários do país.

Justamente por isso, achamos fundamental que possamos levar até o final o que os próprios companheiros da Rebeldia disseram sobre construir um movimento estudantil que os estudantes sejam sujeitos de suas demandas. É nesse sentido que viemos chamando a convenção programática que possa discutir as bases para conformar uma chapa unitária para as eleições do DCE.

Ainda mais partindo de que ambos os movimentos, nós da Faísca Revolucionária e os companheiros da Rebeldia, construímos o Polo Socialista e Revolucionário nacionalmente, vemos que temos boas bases para construir uma chapa que apresente para o conjunto dos estudantes uma alternativa que confie na autoorganização estudantil aliado aos trabalhadores, podendo concretizar na USP as discussões e batalhas que estamos nos propondo nacionalmente no Polo Socialista e Revolucionário.




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