Mundo Operário

MARÍLIA

Ampliação da Marilan e as condições precárias de trabalho

terça-feira 7 de julho de 2015| Edição do dia

No meio capitalista é imprescindível para os patrões que as empresas cresçam, para produzir mais e consequentemente lucrar mais. Em contrapartida, a busca pelo lucro está diretamente ligada ao aumento da exploração dos trabalhadores.

Como bem sabemos a Marilan (Marília-SP) está crescendo e aumentando sua planta fabril em contradição com o cenário geral de queda na produção e demissões que impactam o país que cada vez mais é atingido pelos impactos da crise econômica. Por trás do crescimento dessa importante industria do setor alimentício nacional, presenciamos também a situação dos trabalhadores que alem de aguentar o trabalho fatigante dentro dessa grande industria, ainda têm de conviver com uma obra em seu local de trabalho que gera condições de trabalho insalubres que começaram a fazer parte do seu dia-a-dia.

São cheiros insuportáveis de tinta, verniz e poeira, barulho ensurdecedor de britadeiras que quebram o chão constantemente, com o objetivo de instalar um elevador dentro da empresa, para ter a garantia de maior produção e eficiência logística dentro da empresa.

Mas quem irá sofrer mais com estas situações é o conjunto dos trabalhadores que ficam com dor de cabeça e problemas respiratórios, devido a exposição deste agentes insalubres na sua jornada de trabalho. Para atenuar o efeito que a obra causa na saúde dos trabalhadores a empresa distribuí máscaras de proteção facial. Mas como fazer um grande esforço com uma mascara dificultando sua respiração? A lógica imposta é que a produção jamais pode parar; o lucro jamais pode parar; logo a exploração incondicional também jamais pode parar, mesmo que esta custe a saúde e muitas vezes a vida destes trabalhadores, cotidianamente expostos à condições degradantes de trabalho. Tudo isso para que o capital destes burgueses não pare de aumentar. Os impactos dessa obra de ampliação da industria que precariza as condições de trabalho na Marilan é apenas mais uma história real, que querem que achemos normal, mas na realidade não é. Só evidência a total falta de respeito que o trabalhador vivência no seu local de trabalho. Situação que a empresa quer mascara e esconder, passando como se fosse a situação natural de uma empresa que está aumentando, mas que todos trabalhadores(as) sabem que não é.

Mediante disto é de vital importância a organização dos trabalhadores para dar uma verdadeira resposta a esta precarização das condições de trabalho que só beneficia os patrões. Assim é fundamental que o sindicato fomente essa discussão na base da categoria, visando dar uma saída para situação através da organização dos trabalhadores e dos métodos de luta históricos da nossa classe. Precisamos de um sindicato forte, que enfrente a patronal, se apoiando no protagonismo e na participação da base dos trabalhadores - que é realmente quem tudo produz, quem tudo movimenta e quem pode golpear profundamente a patronal quando está organizada




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