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INFLAÇÃO

Alimentos sobem quatro vezes mais e "prévia" da inflação passa dos 4%

Dados do IPCA-15 apresentam nova alta da inflação para o mês de novembro. Alimentos chegam a subir mais de 12%.

quarta-feira 25 de novembro de 2020| Edição do dia

Foto: Reprodução/Twitter

Enquanto os mais ricos lucram com a pandemia, os mais pobres sofrem com o aumento da inflação. Embora menos intensa que no mês de outubro, a alta de 0,81% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi a maior variação para novembro desde 2015.

Segundo o IBGE, a “prévia” da inflação oficial soma 3,13% no ano. Em 12 meses, agora ultrapassa os 4% (4,22%). Todos os grupos tiveram alta. Mas, entre outros, o IBGE destaca Alimentação e Bebidas, que subiu 2,16% e foi responsável por mais da metade do resultado do mês (0,44 ponto percentual). Neste ano, o grupo de alimentos acumula aumento de 12,12%, quase quatro vezes a inflação de janeiro a novembro.

Resultados das pesquisas registraram alta em 9 grupos no mês de novembro:
Alimentação e bebidas: 2,16%
Habitação: 0,34%
Artigos de residência: 1,40%
Vestuário: 0,96%
Transportes: 1%
Saúde e cuidados pessoais: 0,04%
Despesas pessoais: 0,14%
Educação: 0,01%
Comunicação: 0,06%

Conforme dados do instituto, os itens mais consumidos em domicílio dos brasileiros teve maior alta da inflação de 2,69% em produtos essenciais, como carnes (4,89%), arroz (8,29%) e batata inglesa (33,37%), tomate (19,89%) e óleo de soja (14,85%). Entre as quedas, o preço médio do leite longa vida caiu 3,81%.

Além da alta na alimentação dentro de casa, os produtos consumidos fora de casa, por sua vez, aumentou 0,87% no mês. A refeição subiu 0,49% e o lanche, 1,92%.

A alta da dos alimentos vem impactando drasticamente na vida dos brasileiros em plena pandemia, e é apenas um exemplo da inflação que se espalha entre produtos e serviços, como o setor de Transporte que faz parte do segundo maior grupo de inflação com alta de (1%): 0,20 ponto. Apenas a gasolina, com alta de 1,17% representou 0,06 ponto. Os preços também aumentaram para o etanol (4,02%), óleo diesel (0,53%) e gás veicular (0,55%). O automóvel novo subiu 1,07%, em média (0,03 ponto). Já as passagens aéreas subiram bem menos, 3,46%, ante 39,90% em outubro. Caíram os preços médios das passagens de ônibus interestaduais (-0,52%) e intermunicipais (-0,40%).

Já em Habitação (0,34%), a taxa de água e esgoto subiu 0,33% e a energia elétrica teve leve recuo (-0,04%). Em artigos de residência, as maiores pressões vieram dos itens mobiliário (2,40%) e eletrodomésticos e equipamentos (2,23%), com destaque para a alta de 11,23% nos preços do ar-condicionado.

Nos preços de vestuário aumentou mais, 0,96%, enquanto as roupas femininas passaram de -0,10% em outubro para 0,97% em novembro, as roupas masculinas (1,49%), infantis (0,74%) e os calçados e acessórios (0,33%) subiram pelo segundo mês consecutivo. O item jóias e bijuterias tiveram alta de 2,27% e acumulam no ano avanço de 13,19% no ano.

O IPCA subiu em todas as áreas. Na Grande São Paulo foi de, 0,93%. Já em outras localidades como nordeste 0,31% (região metropolitana de Recife) a 1,26% (município de Goiânia). Em 12 meses, o índice variou de 3,51% (região metropolitana de Porto Alegre) a 5,44% (Fortaleza).




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