ATO INTERNACIONAL - REINO UNIDO

Alejandra Rios aposta na juventude que derrubou os monumentos ao colonialismo no Reino Unido

sábado 11 de julho| Edição do dia

A ativista e professora Universitária Alejandra Rios saudou o ato internacional contra o racismo e a violência policial desde a Inglaterra, lugar aonde a juventude que lutou contra a xenofobia representada na campanha do Brexit agora luta em sintonia, contra o racismo inspirando-se no movimento Black Lives Matter que estourou nos Estados Unidos novamente à partir do assassinato de George Floyd pela polícia. Alejandra comentou como foi o impacto das manifestações no Reino Unido:

"O assassinato de George Floyd pela polícia acendeu ao redor do mundo protestos contra o racismo e parece estar levando a uma mudança cultural, levada à frente pelas novas gerações. Centenas de milhares de pessoas marcharam em cidades ao redor do Reino Unido sob a bandeira de Black Lives Matter, exigindo o fim do racismo e da violência policial, mas também localizando as raízes do racismo contemporâneo no colonialismo e no imperialismo, em particular no do Império Britânico."

Em sua saudação, Alejandra relacionou a luta anti-racista com a consciência da juventude sobre o colonialismo praticado pelos países imperialistas durante o nascimento do capitalismo:

O ponto de virada das manifestações foi na cidade de Bristol no dia 7 de junho, quando manifestantes derrubaram a estátua do traficante de escravos Edward Colston. A cena icônica dos manifestantes jogando a estátua no mesmo porto de onde os navios de Colston zarpavam deu um enorme impulso à luta aqui.

A luta desta juventude segue forte, contra o racismo e a xenofobia, com manifestações nos lugares centrais do Reino Unido, com manifestações ocorrendo no dia de hoje:

"Depois de sete semanas os manifestantes ainda estão tomando as ruas. No último sábado, milhares de pessoas marcharam por Londres e outro ato está acontecendo hoje" disse Alejandra.

No Reino Unido, são os imigrantes vítimas do racismo os que também sofrem mais com os efeitos da pandemia, pois são estes os que estão mais expostos, nos postos de trabalho mais precários e sem proteção por parte de um Estado que vem assumindo abertamente um discurso racista com Boris Johnson na dianteira:

"Trabalhadores negros e de minorias étnicas são os mais afetados pela pandemia da Covid-19 porque eles compõem grande parte da força de trabalho entre os profissionais da saúde e do cuidado. Eles também compõem grande parte dos trabalhadores do transporte e dos entregadores, e em geral em trabalhos com baixos salários e onde o distanciamento social não é praticado", denunciou Alejandra.

"Houveram surtos de infecções entre os trabalhadores majoritariamente imigrantes em um frigorífico no País de Gales", disse a professora, "e nas indústrias de vestuário na cidade de Leicester, onde a maioria dos trabalhadores vem originalmente do estado indiano de Gujarat", completou, mostrando como o racismo e a xenofobia amplifica os efeitos da pandemia contra os negros e as minorias étnicas no Reino Unido.

No final, Alejandra apontou também o caminho para a saída desta situação de crise que passa por combater o racismo que é parte estrutural do capitalismo imperialista. Segundo ela, a solução é apostar na juventude:

"Os milhares de jovens ativistas que rejeitaram a campanha xenofóbica do Brexit e carregaram faixas dizendo ’Os refugiados são bem-vindos aqui’ estão agora colocando seu peso em defesa do Black Lives Matter. Camaradas, temos um longo caminho pela frente mas um grande início foi feito. Para acabar com o racismo precisamos lutar para derrubar esse sistema podre de exploração. Boa sorte a todos vocês onde quer que estejam lutando."

Assista a saudação de Alejandra Rios no ato internacional simultâneo contra o racismo e a violência policial:

Assista na íntegra:




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