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Água fornecida em Belo Horizonte está imprópria para o consumo, afirma Ministério Público

Além disso, a COPASA, responsável pelo tratamento da água e do esgoto, pode ter que devolver R$230 milhões à população, pois o tratamento de esgoto em muitos casos estava sendo cobrado indevidamente sem que o serviço fosse feito.

terça-feira 6 de março| Edição do dia

foto: depositphotos

A qualidade da água de Belo Horizonte está sendo investigada pelo Ministério Público. Após dois anos de investigações e baseado em laudos de peritos no assunto, as conclusões iniciais apontam que a água fornecida estaria imprópria para consumo.

No período de 2013 a 2017 houve monitoramento da qualidade da água na capital. Dos 55 meses analisados, foi encontrada água fora do padrão de potabilidade em 42 meses, 76% do total.

Já a diretora da Vigilância Sanitária do município, Zilmara Ribeiro, nega. Segundo ela a água “está aprovada”. Mas as análises feitas pela prefeitura de BH estão incompletas desde abril 2015, quando começou a faltar o reagente para realizar parte dos testes obrigatórios.

A COPASA, em nota de sua assessoria de imprensa, também negou que a água esteja imprópria para o consumo, e afirmou que os dados do MP não se tratam de um estudo, e que falta apresentar um comparativo com os dados da própria companhia.

Cobrança indevida

Além do problema da potabilidade da água, a COPASA teria cobrado pelo tratamento de mais de 140 milhões de metros cúbicos de esgoto dos moradores. Porém, esse serviço não teria sido prestado pelas estações de Tratamento do Arrudas e do Onça, entre janeiro de 2014 e dezembro de 2015. Este esgoto não tratado descartado na água pode ser um dos motivos que elevaram a contaminação tornando a água imprópria para o consumo.

Fonte: Itatiaia




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