Internacional

COMUNICADO

Agressão a militantes da Organização Internacionalista Revolucionária (RIO)

Na virada do ano houve um ataque violento contra militantes da esquerda em Neukölln, um bairro de Berlin. Este tipo de ação tem se tornado cada vez mais comum neste bairro da capital; mas desta vez a agressão não foi proveniente de neonazistas, mas sim de um grupo maoista.

segunda-feira 2 de janeiro| Edição do dia

Na mesma noite foi atacado um local de esquerda em Nüremberg por neonazistas. Em tempos de giro à direita, devemos denunciar e opor resistência frente a qualquer ação contra os imigrantes, as mulheres, LGBT, trabalhadores e a esquerda.

Apenas na noite da virada do ano, uma dezena de militantes e amigos da Organização Internacionalista Revolucionária (RIO, sigla em alemão) foram agredidos por grupos de homens integrantes da Resistência Juvenil (Jugendwiderstand, em alemão) em uma rua lateral próxima a estação de trens de Neukölln. Vários integrantes da RIO foram golpeados nos rostos e no estômago, o que provocou hemorragia em um dos companheiros. Lilly Freytag, militante da RIO, descreve a situação:

“Estávamos soltando fogos de artifício e trocando cumprimentos por um ano novo quando membros da Resistência Juvenil passaram ao nosso lado, nos reconheceram e imediatamente lançaram insultos sexistas como ‘vaginas trotskas’. Pouco depois voltaram cerca de dez deles, encapuzados e enquanto nos batiam exclamavam ‘este é nosso bairro, filhos da puta’. Imediatamente alguns vizinhos deste bairro operário se aproximaram, nos socorreram e perguntaram se se tratava de um ataque neonazista”.

Cada vez são mais frequentes os incêndios criminosos a locais de esquerda, ataques físicos a militantes e imigrantes ou as pichações racistas em Neukölln e Kreuzberg. A presença policial nos bairros cresce constantemente, assim como os despejos e os protestos.

Wladek Flakin, jornalista e também membro da RIO, opina que “eles se referem a ‘seu bairro’, ainda que fazem apenas alguns anos que se mudaram para aqui provenientes dos subúrbios da cidade. Em lugar de promover a defesa contra os ataques neonazistas e a repressão policial, a Resistência Juvenil é inimiga evidente de ativistas de esquerda. Há pouquíssima diferença dos ataques que tem feito dos que vêm sendo realizados pela extrema-direita na região”.

A Organização Internacionalista Revolucionária condena contundentemente este ataque e convoca todas as organizações sindicais e de esquerda, as associações de bairros e vizinhos, além de ativistas a se solidarizar com os ocorrido conosco e se distanciar da Resistência Juvenil. “Em tempos de crescente violência do Estado e da direita, os grupos, cuja política consiste em atacar fisicamente outras organizações de esquerda, não podem ser considerados como comunistas ou de esquerda”, afirmou Flakin.




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