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PRIVILÉGIOS

Absurdo: assessor privilegiado de Bolsonaro recebia 92 mil sem precisar trabalhar

Se já era ridículo a tentativa de Bolsonaro se apresentar como "nova política", a informação inédita que a Agência Pública obteve via Lei de Acesso à Informação deixou isso ainda mais surreal. A pesquisa revelou que o ex-funcionário de Jair Bolsonaro, Nelson Alves Rabello, recebeu dos cofres públicos durante os 19 meses em que foi secretário parlamentar nível 18 da Câmara dos Deputados o montante de 92 mil reais.

segunda-feira 20 de maio| Edição do dia

Mas se isto em si só, já contrasta com a realidade da maioria dos trabalhadores que inclusive não tiveram o aumento do salário mínimo neste ano, a situação piora quando os dados revelam que o assessor nunca pisou no seu local de trabalho, a Camara dos deputados.

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Nelson Alves Rabello, que assessorou Bolsonaro e os filhos pelo menos desde 2005, está na lista das 95 pessoas e empresas que tiveram sigilo bancário quebrado na investigação do Ministério Público do Rio sobre as movimentações financeiras do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

Porém Nelson Rabello não era o único, segundo a reportagem havia outros cinco assessores não tiveram registro de emissão de crachá durante o período de 2015 a 2018, último mandato do presidente como deputado federal. Além destes seis nomes, a Pública já havia revelado outras cinco assessoras nas mesmas condições. Portanto, agora são 11 os assessores de Bolsonaro que receberam dinheiro público sem ter colocado os pés nas dependências da Câmara.

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Abaixo as privilégios dos políticos! Que todo político ganhe o mesmo salário de uma professora!

Apesar de não ser crime a não ida dos assessores ao seu trabalho, as suspeitas que se levantam são inumeras. Mas algo inquestionável, é o nível de privilégio material que esta casta de politicos obtem sobre os cofres públicos. Os mesmos que decidem aumentar seus próprios salários, votam orçamento milionários para garantir refeições de luxo e depois acusam o país quebrado como se o problema fossem os servidores públicos ou trabalhadores aposentados.

Em 2015, o Esquerda Diário realizou uma grande campanha com esse eixo de combater o privilégio dos políticos. Foram mais de 270 mil curtidas no Facebook, centenas de fotos de todo o país e envolvimento milhares de trabalhadores e jovens, além de personalidades políticas, sindicais e artísticas.privilégios dos juízes e dos diversos cargos de alto escalão do Estado que ganham fortunas, tem superpoderes e sequer são eleitos. Exigimos que todos os juízes e funcionários de alto escalão recebam o salário de uma professora e sejam eleitos e revogáveis a qualquer momento, quando não atuarem de acordo com um mandato popular.

Num sistema onde não há outras opções aos trabalhadores que não sejam as eleições, onde a cada dois anos escolhemos os novos carrascos, que cumprem o mandato dos seus financiadores de campanha, dos capitalistas atados por mil laços com a corrupção, nós não podemos aceitar esta situação.

Questionar as degradações da democracia, em defesa de um governo dos trabalhadores em ruptura com o capitalismo

Neste momento, o país aguarda a nova paralisação nacional para o dia 30 de Maio. Este dia pode ser histórico, se a luta de classes continua sendo um grande eixo da conjuntura nacional, e encurrala Bolsonaro e seus planos econômicos tão capachos de Trump e do capital financeiro. Ao mesmo tempo, que nós do Esquerda Diário e do MRT estamos fazendo um chamado as centrais sindicais a antecipar a greve geral convocada para 14/06, e desta forma unificar a classe trabalhadora com os estudantes que fizeram Bolsonaro fraquejar na última semana, assim também unindo a luta contra os cortes na educação com a luta contra a nefasta reforma da previdência.

Ao mesmo tempo, sabemos que o poder da juventude e a da classe trabalhadora unificados podem questionar todo caminho criado desde o golpe institucional, as enormes manipulações apoiadas nas Forças Armadas e na arbitrariedade do judiciário que levaram Bolsonaro a previdência. Isto é, a luta de classes pode questionar os planos econômicos do capital financeiro que busca descarregar a crise capitalista nas nossas costas.

Este movimento que se coloca hoje de forma defensiva, contra a tentativa de retirada de direitos fundamentais, como a educação e a previdência, pode questionar a maneira qual o Estado brasileiro está estruturado para a espoliação imperialista, que tem como principal instrumento a dívida pública. Esse questionamento, se ganha ainda mais amplitude, pode ambicionar não apenas resistir, mas também mudar as regras do jogo.

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Por isso, nós do Esquerda Diário e do MRT apostamos na luta de classes, que só podemos definir seu começo, mas não ainda seus limites, para batalhar pela construção de uma ala revolucionário que possa ligar as lutas que se apresentam no imediato com a histórica luta pela libertação da exploração capitalista e das opressões. Como marxistas revolucionários, denunciamos os privilégios desta casta política, questionamos o Senado que atua contra o sufrágio universal, a corrupção como algo inerente a ordem capitalista, ao passo que apresentamos um programa que apresente como saída um governo do trabalhadores em ruptura com o capitalismo. É por estes objetivos, que nós lutamos pela construção de um partido revolucionário da classe trabalhadora no Brasil e no mundo.




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