Política

RIO GRANDE DO SUL

ALRS aprova prorrogação de alíquotas de ICMS para que os trabalhadores paguem pela crise

Enquanto os servidores públicos paguem pela crise com o parcelamento de salário, que deixa famílias inteiras a mercê da fome; os deputados aprovaram, por 40 votos a 10, o projeto que mantém as alíquotas elevadas de ICMS por mais dois anos no Estado.

quarta-feira 19 de dezembro de 2018| Edição do dia

Imagem: Sindjus/RS

Os deputados do RS decidiram votar na última sessão do ano, ontem, 18 de dezembro, projetos que garantem a manutenção dos privilégios da burocracia estatal e o aprofundamento da miséria do trabalhador.

Em um acordo velado entre o futuro governo e os parlamentares, a aprovação do texto serve como anteparo à concessão do reajuste de 5,58% aos servidores dos poderes. A preservação das alíquotas garante uma receita de R$ 3 bilhões para o Estado. Somados, os custos dos aumentos alcançam R$ 160 milhões anuais. O projeto que o governador eleito Eduardo Leite (PSDB) considerava prioritário para garantir que o imposto alto e os trabalhadores gaúchos continuarem pagando pela crise. Contou com apoio de deputados do PT e do PCdoB, que apoiaram esse polêmico projeto que vai contra os interesses dos trabalhadores.

Sartori e Eduardo Leite colocam no plano de seus respectivos governos o objetivo de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores e da juventude enquanto garantem o lucro das patronais. Fato evidenciado pelas próprias palavras do MDB: “As propostas e ideias do governador Eduardo Leite são exatamente as mesmas, ou muito parecidas, com as que defendemos. Logo, estamos tratando do mesmo campo político” — argumentou o deputado Gabriel Souza, líder do governo Sartori. E é nesse sentido MDB ingressa ao governo Leite e garante o Ministério dos Transportes. Com esse movimento do MDB, Leite já garantiu (antes de assumir) a manutenção das alíquotas do ICMS, assim como as bancadas do PT e do PCdoB que apoiaram esse projeto que prejudica diretamente os trabalhadores.

Essas leis votadas são um total absurdo onde a casta política gaúcha segue sendo privilegiada e aumentando seus enormes salários enquanto os trabalhadores continuam pagando pela crise no estado. Essa alta taxação do ICMS vai atingir diretamente a classe trabalhadora e os servidores públicos continuaram recebendo seus salários e também o seu 13° parcelado. É necessário que os trabalhadores se organizem e façam uma mobilização massiva que seja capaz de barrar todos os ataques que estão fazendo tanto em nível estadual como no nacional com as reformas que Bolsonaro, apoiado por Eduardo Leite, quer aplicar logo no início do seu mandado. É necessário barrar esses ataques e os privilégios desta casta política e também contra os planos de privatização de Leite no estado e o Regime de Recuperação Fiscal, e fazer com que os capitalistas paguem pela crise.




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