Política

GOVERNO BOLSONARO

A missão de Bolsonaro é acabar com a previdência e privatizar, preparemos o combate!

Bolsonaro se elegeu com uma grande ajuda do judiciário. Fizeram de tudo para facilitar seu caminho depois que viram que Alckmin ou outro burguês tradicional não pegaria.

Marcello Pablito

dirigente do MRT e fundador do Quilombo Vermelho

terça-feira 1º de janeiro de 2019| Edição do dia

Fizeram vistas grossas de crimes eleitorais, esconderam a denúncia dos laranjas e – mais importante – impediram a população de votar em quem ela quisesse, retirando a candidatura de Lula e mantendo-o preso arbitrária e autoritariamente.

A principal missão da presidência do ultra-reacionário Bolsonaro é acabar com nossas aposentadorias. Cada pronunciamento de seu ministério coloca essa prioridade e todos editoriais da burguesia vomitam que se ela não ocorrer o país quebrará. Nada mais falso. Empresas devem mais de 450 bilhões de reais ao INSS, políticos e juízes mantém abusivos privilégios. Querem acabar com o direito dos trabalhadores para sobrar ainda mais dinheiro para enriquecer os bilionários donos da dívida pública nacional.

Essa não é a única missão que a burguesia confia a Bolsonaro e sua equipe lotada de militares e do golpista Sérgio Moro. Querem acabar com os gastos obrigatórios da saúde e educação e até mesmo mexer no salário mínimo, para não falar das privatizações, especialmente da Petrobras, dos bancos públicos para entregar nossas riquezas ao imperialismo.

Bolsonaro ameaça a esquerda e os movimentos sociais, e terá em Moro uma arma contra os sindicatos. O reacionário ex-capitão é uma tentativa de dar um grande giro à direita na correlação de forças no país e em nosso continente.

Ele é a tentativa de uma parte da burguesia nacional e imperialista de responder à crise do país com nossa miséria e entrega de nossos recursos. Para tentar minimizar resistências ele foca na juventude e nos professores através do famigerado “Escola sem Partido”, tentando amedrontar setores que podem ser importante vanguarda contra seus ataques.

A luta contra Bolsonaro vai muito além de um correto boicote a sua posse como farão os parlamentares do PT, PSOL e PCdoB. Ela exige preparar um plano de luta em base a assembleias nos locais de trabalho e estudo e não passa – em hipótese alguma – em fazer uma “oposição propositiva” como disse Ciro em escandalosa matéria na Folha neste dia 01/01. Ciro garantiu a presença sua e de seu partido, o PDT, para honrar a posse do reacionário presidente.

Mas não é só Ciro que fala em "oposição propositiva" o presidente da CUT, Vagner Freitas, também fez isso. As centrais sindicais não planejam nenhuma ação contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro. Muito pelo contrário pretendem fazer uma reunião em fevereiro para traçar uma reforma para apresentar e negociar com o reacionário presidente.

Precisamos organizar a classe trabalhadora em aliança com a juventude e os setores oprimidos como as mulheres, os negros e LGBTs para colocar de pé um verdadeiro plano de luta para derrotar a Reforma da Previdência e as privatizações. Para isso é fundamental retomar os sindicatos e as entidades para a luta de classes, renovar suas direções e retomar a democracia operária. Nós do MRT e do Esquerda Diário colocaremos toda nossa energia nessa perspectiva, oferecendo um programa anticapitalista que faça com que os capitalistas paguem pela crise e não nós trabalhadores e a população pobre.

Saiba mais: Manifesto Programático




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