Internacional

APONTAMENTOS MILITANTES

A luta por uma organização socialista e revolucionária em 2016 e as tarefas frente 2017

Neste 2016 houve importantes fatos políticos e de luta de classes no país. Hoje, faz-se mais urgente que nunca construir uma grande organização socialista e revolucionária no México.

terça-feira 3 de janeiro| Edição do dia

Como colocamos aqui, 2016 esteve marcado por importantes fatos políticos e da luta de classes no país. Os socialistas do MTS interviram nos mesmos levantando uma perspectiva socialista e revolucionária e buscando fortalecer a construção de uma grande organização dos trabalhadores e da juventude combativa.

A luta do magistério, um feito de 2016

Uma das principais provas da luta de classes foi a resistência do magistério, que mostrou a sua disposição para a luta.

A paralisação simultânea em Chiapas, Oaxaca, Michoacán e Guerrero, abriu o caminho para a nacionalização do conflito, que alcançou 20 entidades, incluindo a Cidade do México e despertou - depois da repressão em Mochixtlán - um grande movimento democrático em solidariedade.

Esta resposta colocou a possibilidade de colocar abaixo a reforma educativa. Porém isso não ocorreu: o governo manteve sua ofensiva sobre o magistério, com repressão, demissão e busca avançar com seu novo "modelo educativo".
Para derrotar a reforma, devia superar a política da direção do movimento centrada na negociação com o governo e em exercer pressão sobre as "mesas de diálogo", em lugar de uma estratégia centrada em impulsionar a unidade operária e popular nas ruas, a qual houvera trocado a relação de forças a favor do magistério, aproveitando a favor dos trabalhadores em luta o desprestígio do governo de Enrique Peña Nieto.

Para ele era necessário buscar a unidade das filas magesteriais, e em particular com as bases do SNTE, que em muitos estados se mobilizaram. Era prioritária a auto-organização desde as bases, para que os professores, padres e setores populares que sustentavamas paralizações decidirem o rumo do movimento. Essa perspectiva impulsionou ativamente a Agrupação magisterial e normalista Nossa Classe, integrada por militantes do MTS e independentes, que propôs também a unidade com outros setores em luta - como os trabalhadores da saúde - e um chamado explícito a solidariedade ativa dos demais sindicatos, como a União Nacional dos Trabalhadores e a Nova Central de Trabalhadores. Tratava-se de buscar que todos os trabalhadores - inclusive quem está sob o controle do CT- CTM e dos "sindicatos brancos" - entrassem em cena, para unificar s demandas de todo movimento operário.
A serviço disso é que Nossa Classe propôs uma Assembleia Metropolitana para a Cidade do México e a convocatória de um grande Encontro Nacional de organizações sindicais, populares e sociais. Porém isto, lamentavelmente, foi rechaçado pela direção da CNTE.
A la par, defendimos una ubicación independiente ante los partidos del régimen. Ante quienes sostenían -como López Obrador- que no se trataba de abrogar la reforma educativa ni de afectar la gobernabilidad de Enrique Peña Nieto -lo cual implicaba apuntalarlo políticamente- los socialistas afirmamos que la protesta magisterial podía abrir el camino para una gran lucha obrera y popular contra las reformas estructurales.

Em conjunto, Nossa Classe confluiu com muitos professores e normalistas. Com todos eles queremos impulsionar, ao interior do movimento, uma proposta para enfrentar o ataque do governo e preparar os combates que se avançam.

Anticapitalistas a Constituinte, um feito histórico

As eleições da assembleia Constituinte da Cidade do México se converteram em outro momento chave para a esquerda socialista neste 2016. Desde o MTS impulsionamos a formula 5, encabeçada pelos trabalhadores da educação Sergio Moissen e Sulem Estrada. Com centenas de brigadistas nas portas de fábricas e escolas, em metrôs e praças públicas, chegamos que mais de 75.000 pessoas nos deram sua confiança. Assim lhe arrancamos o registro deste regime antidemocrático, algo que lamentavelmente não puderam fazer outras organizações e candidaturas operárias em outros estados, como a de Toñita na Cidade Juárez, a qual o MTS apoiou ativamente.

Ao longo da campanha chegamos a milhões de pessoas na zona metropolitana, aproveitando para ele os reduzidos tempos de rádio e televisão. foi uma campanha operária e socialista, encabeçada por dois maestros e lutadores sociais, denunciando a Constituinte amañada e chamando a lutar contra o trabalho precário, por aumento salarial de emergência e para que todo funcionário ganhe como uma professora.

A candidatura de Moissen e Estrada foi a única que chamou a defender os professores reprimidos pelo governo e se fez parte de seus plantões e mobilizações. Chamamos também a enfrentar a repressão mancerista na cidade e a lutar pelos direitos da juventude, das mulheres e dos LGBTS.

A fórmula 5 alcançou o voto de 11.000 pessoas que repudiaram o Pacto pelo México e veem com simpatia as ideias anticapitalistas. Pela primeira vez em décadas, se apresentou uma alternativa anticapitalista nas eleições que gerou o apoio ativo de muitos trabalhadores, professores, normalistas, jovens e artistas. Na campanha muito militante que pode chegar aos trabalhadores, as mulheres e a juventude, colocando a necessidade de uma grande organização socialista e revolucionária.

Também pode te interessar: Porque militar no Movimento dos Trabalhadores Socialistas?

Izquierda Diario: un meio para a resistência

Neste 2016, La Izquierda Diario (LID) alcançou centenas de milhares de visitas por mês. Nosso jornal foi a voz da campanha da formula 5, polemizando com os candidatos dos partidos patronais. Difundiu a resistência magisterial, enfrentando as calúnias que contra o movimento lançaram os meios ao serviço do governo e do regime político.

La Izquierda Diario difundiu outras importantes lutas, como a das maquiladoras no norte do país. Assi, como a que levaram adiante as trabalhadoras em resistência do IEMS contra os despedidos e o abuso sexual e laboral. Expressaram-se no LID as vozes dos trabalhadores da Caixa de arrochos dos telefonistas, de Pemexy dos mineiros. Também os jovens em luta do Instituto Politécnico Nacional, as mulheres que se mobilizaram contra os feminicídios e os LGBTS que protestou contra os crimes de ódio. Trabalhadores bancários, de tendas departamentais e de outros setores publicaram no LID suas denúncias contra a precarização do trabalho.

La Izquierda Diario México, como parte de uma rede internacional de diários digitais pretende ser um organizador coletivo, um meio para a resistência, como dizemos aqui, "parte da batalha cotidiana por colocar em pé uma esquerda revolucionária enraizada na classe operária e na juventude". Neste 2017 queremos que cada vez mais trabalhadores, jovens e mulheres nos enviem suas denúncias, seus testemunhos e sua luta contra a exploração e a opressão capitalista. Queremos convida-los para que difundam este jornal. que é parte da construção dessa organização que requer os explorados e oprimidos.

Novo ano, novas tarefas

Assim como a luta do magistério, o Movimento dos Trabalhadores Socialistas se fez presente , com uma perspectiva socialista e revolcionária, nas principais ações e lutas deste ano. Na luta dos estudantes politécnicos, assim como em solidariedade com as resistentes trabalhadoras do IEMS. Apoiando aos trabalhadores de Cidade Juáres, como na vez que participando, junto a agrupação de Mulheres Pão e Rosas, das moblizações de 24A e de 25N, com um destacado bloco de mais de 400 pessoas. Este ano, o encerramos também como um numeroso ato político cultural, no último dia 03 de dezembro, no que os professores Sergio Moissen e Sulem Estrada falaram das perspectivas políticas frente o próximo ano.

A partir da vitória de Donald Trump nas eleições dos EUA, queremos por em pé um campanha internacionalista e antiimperialista em ambos os lados da fronteira. Por isso, este 20 de janeiro impulsionaremos uma mobilização e conhecendo a embaixada estadunidense, coincidindo com distintas ações que se realizaram em EE.UU., contra Trump. Isto é parte da proposta de uma grande campanha contra a precarização do trabalho e as deportações de imigrantes. Desde o MTS convidamos as distintas organizações sindicais, populares, de direitos humanos e de esquerda para que tomem esta campanha em suas mãos. A rede de diários digitais, através de La Izquierda Diario e Left Voice para o mundo angloparlante, difundirem esta campanha internacionalista.

É evidente que neste 2017 o governo de Peña Nieto, ao calor da subordinação aos EUA, aprofundará seus planos contra os trabalhadores e o conjunto do povo.
Antes isto é fundamental levantar uma voz indpendente que se proponha a lutar contra o regime político - distinto quem pretende reformula-lo ou humaniza-lo - e por um governo dos trabalhadores e o conjunto dos explorados e oprimidos.
Como colocou a professora Sulem Estrada no ato mencionado: "devemos sacar as conclusões das lutas que se livraram em nosso país, os chamamos a organizar-se para por em pé uma alternativa qu represente ao conjunto dos setores explorados e oprimidos e ponha fim de uma vez por todas a este regime que só nos oferece opressão e miséria."

Neste ano que se inicia queremos dar passos maiores para construir uma grande organização socialista e revolucionária, que seja parte das lutas dos trabalhadores, dos jovens e das mulheres e que tenha múltiplas iniciativas como as que colocamos aqui. Por isso, desde o MTS e La Izquierda Diario México queremos convidae todos aqueles que queiram assumir esta perspectiva, a somar-se a essa tarefa.




Tópicos relacionados

Donald Trump   /    Repressão a professores México   /    Assembleia Constituinte   /    México   /    Internacional

Comentários

Comentar